Ao sequenciar o genoma de mais de 2.700 brasileiros de todas as regiões, os cientistas descobriram algo surpreendente: fragmentos genéticos africanos presentes no Brasil que não existem mais nem na África atual.
Uma pesquisa inédita da USP revelou que o Brasil é o país mais miscigenado do mundo, e essa mistura genética vai muito além do que imaginávamos.
Ao sequenciar o genoma de mais de 2.700 brasileiros de todas as regiões, os cientistas descobriram algo surpreendente: fragmentos genéticos africanos presentes no Brasil que não existem mais nem na África atual.
Essas variantes provavelmente vieram de populações que foram dizimadas ou assimiladas ao longo dos séculos, mas seus traços sobreviveram por meio da miscigenação brasileira. Ou seja, nós carregamos em nosso DNA vestígios de povos extintos, um verdadeiro “museu genético vivo” da história humana.
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Além do valor histórico, esse mapeamento tem implicações diretas para a saúde pública: ao descobrir milhões de variantes genéticas inéditas, abrimos caminho para uma medicina mais personalizada, inclusiva e eficaz no Brasil.
Nosso passado genético, marcado por encontros violentos e forçados, pode agora se transformar em instrumento de futuro.
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