Um bebê de quase três meses trouxe à minha vida (além de muito amor e alegria) ensinamentos sobre prioridade, aceitação e propósito
Quando ele fecha os olhos e começa a respirar mais forte, silenciando o choro que ecoava até aquele instante como se fosse durar pra sempre, eu preciso ser rápida. Não sei se tenho um segundo ou duas horas até ele abrir os olhos de novo e precisar de mim..
Ele é meu filho, Vittorio Naan (se pronuncia na-an), que completou três meses no fim de setembro. E este ciclo se repete aproximadamente a cada três horas durante o dia — e como será ou quanto tempo vai durar é sempre impossível saber.Pode parecer óbvio para você como funciona a vida com filho pequeno, mas para mim é tudo novidade. Sempre quis ser mãe e sonhei com uma maternidade integrada à vida que levo: empreendendo, entrevistando pessoas, escrevendo, praticando yoga, viajando.
Meu desejo era somar o filho à minha vida, e não ter de escolher entre os vários interesses que cultivo e tanto me alimentam. Até aqui, está dando certo. E estou fortemente empenhada em fazer minha parte para que siga assim.Como era de se esperar, nesses primeiros meses, meu companheirinho já me ensinou muita coisa com potencial para me tornar uma pessoa e uma profissional melhor. Me deu muitas lições que cabem perfeitamente à minha faceta empreendedora — e que, por isso, compartilho a seguir.
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1. Eleger prioridades

Agora em nível avançado. Eu já me considerava habilidosa neste quesito, mas agora me sinto promovida a outro patamar. Porque é o que falei no início do texto: não sei se tenho um segundo ou duas horas. Então preciso escolher com maestria o que é mais importante fazer primeiro.
Escovar os dentes? Tomar banho (ou ao menos começar a tomar banho)? Responder uma mensagem? Não dá para vacilar se perdendo em atividades menos importantes porque a qualquer momento o prazo expira sem aviso prévio e será preciso se dedicar ao próximo ciclo por período indeterminado. Isso tem me tornado mais prática e eficiente em relação aos outros temas da vida também.
2. Aceitar que não controlamos nada
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A verdade é que já era assim antes de eu me tornar mãe, mas eu sempre tinha a ilusão de controle. Como será uma reunião, a que horas encerro meu dia e o que farei a seguir, qual será minha estratégia no pior cenário de uma situação, como a outra pessoa recebeu o que eu propus… de repente, nada disso faz mais sentido.
“Ele vai dormir por quanto tempo agora?”, já me perguntaram algumas vezes. Risos, é a resposta correta. As poucas vezes em que me arrisquei a responder, tirei sarro de mim mesma ao final da frase. Melhor abrir mão do achismo, estar sempre pronta para atualizar os planos, aprender a improvisar e resistir o mínimo possível. Quanto menos expectativas, mais satisfação.
Talvez pelo tanto que este tema tem exigido de mim, eu não tive que me esforçar para aceitar quando uma pessoa da minha equipe, profissional maravilhosa, me contou que deixaria a empresa. Com uma maturidade que antes eu não tinha, entendi na hora que estava tudo certo, encerrando-se um ciclo e começando outro, como parte do fluxo natural e saudável da vida. Não sei até agora como vai ficar a configuração do time, porque a saída dela será impactante, mas estou certa de que, um passo após o outro, construiremos o melhor futuro. Como sempre.
3. Lembrar-se do porquê

Fotos: Reprodução/Google
Seja do porquê tive um filho, seja porque decidi deixá-lo chorar por alguns minutos antes de intervir. Saber o motivo por trás de cada situação faz toda a diferença para lidar com momentos turbulentos, em que parece que tudo está desabando, e me sinto impotente.
Eu achava que o início da maternidade me traria a sensação de estar perdendo a liberdade que tanto amo, mas como sei o quanto desejei me tornar mãe e que decidi priorizar esta experiência neste momento da vida, tenho me agarrado muito mais à alegria e à gratidão do que às frustrações.
Fonte: com informações do Portal Forbes
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