Maior campeã de grand slams no tênis profissional, Serena ajudou a revolucionar o esporte e se provou gigante tanto dentro quanto fora das quadras
Comparar atletas ou equipes em qualquer esporte é sempre uma tarefa muito difícil. Não à toa são infindáveis as discussões sobre "maior da história" nas mais diferentes modalidades. Mas hoje eu decidi assumir essa responsabilidade para dizer que Serena Williams é sim o maior nome da história do tênis, independente do gênero.
Grandes jogadores já passaram pelas quadras no esporte como Stefi Graff, Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, mas nenhum deles fez o que Serena fez, seja com a raquete na mão seja sem ela, lutando pela evolução da esporte e sendo um espelho para novas gerações.
Williams é a maior campeã de grand slams no tênis profissional com 23 títulos, superando os 22 de Nadal, recordista entre os homens, e Graff. É também a atleta do esporte que mais vezes disputou finais de majors, com 33, uma a mais que Djokovic, que venceu 21 taças das 32 que disputou.
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Além de todos esses feitos em torneios de simples, Serena ainda formou a dupla com a irmã Venus que fez história, vencendo 14 majors juntas, um dos maiores pares da história da modalidade.
Isso tudo mesmo tendo pausado a carreira para ser mãe e quase morrendo durante o parto da pequena Olympia, hoje com cinco anos. Ainda assim, voltou, conquistou títulos e disputou outras quatro finais de grand slam, sendo vice em todas elas.

Porém, em um esporte majoritariamente elitista, branco e machista, Serena Williams precisou superar muito mais obstáculos para chegar onde chegou e, mesmo sendo um gênio dentro das quadra, sempre precisou lidar com o racismo.
A americana foi responsável por mudar a cara do tênis e mostrar que há espaço para pessoas que nunca se sentiram incluídas na modalidade. Não sou eu, leitor, que estou dizendo isso, mas sim Naomi Osaka, algoz da ídola na final do US Open de 2018 e ex-número 1 do mundo

- Lembro de assistir a ela quando criança. Eu ficava muito feliz de ver uma mulher negra poderosa na minha tela. Mesmo ela se aposentando, o legado dela vive através de Coco [Gauff], Sloane [Stephens], Madison [Keys] e outras mulheres negras na elite do jogo.
"Serena é inequivocamente a maior atleta da história. Esqueça mulher atleta, eu digo atleta. Ninguém mudou o próprio esporte como ela contra todas as possibilidades", concluiu Osaka.

E também Cori Gauff, tenista americana de 18 anos, atual 12ª colocada do ranking da WTA.
- Eu cresci assistindo aos jogos dela. Essa é a razão pela qual eu jogo tênis. O tênis é um esporte predominantemente branco e ver alguém parecida comigo dominando o circuito me ajudou muito. Isso me fez acreditar que eu poderia dominar também - afirmou Coco em entrevista coletiva.

Fotos: Reprodução
Mesmo depois de ter conquistado 23 grand slams e de ter se colocado como uma das maiores da história, Serena Williams ainda precisou lidar com machismo e lutar por direitos frente a WTA, como o de usar um macacão para jogar que ajudava na circulação, prejudicada pelo parto de risco. Ou o direito de congelar os pontos por três anos após a gravidez, impedindo uma queda vertiginosa no ranking.
Poucos foram os atletas que conseguiram revolucionar um esporte como Serena fez. Por isso, eu faço das palavras de Naomi Osaka as minhas: Ela é a maior da história, independente do gênero. Foi uma honra poder ver um gênio em quadra.
Fonte: Portal Globo Esporte
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