17 de Maio de 2026

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Elas nos inspiram - 21/09/2023

Osvalinda Marcelino Alves Pereira a agricultora que conquistou a Suécia

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Foto: Reprodução Google

Por sua luta em defesa da floresta, Osvalinda tornou-se a primeira brasileira a receber o prêmio, cujo nome homenageia o diplomata sueco Harald Edelstam (1913-1989).

“Imagine ser uma agricultora, viver na Amazônia e acordar todas as manhãs com medo de criminosos que rondam sua casa em motocicletas, que simulam túmulos no seu quintal.” Estava se referindo ao dia em que acordou e se deparou com duas cruzes fincadas perto de sua casa, num claro gesto de intimidação.

 

Por sua luta em defesa da floresta, Osvalinda tornou-se a primeira brasileira a receber o prêmio, cujo nome homenageia o diplomata sueco Harald Edelstam (1913-1989), conhecido também por sua coragem.

 

Na época da Segunda Guerra Mundial, ele ajudou centenas de judeus e militantes da resistência a fugir dos nazistas. Décadas depois, agiu para que outras centenas de pessoas escapassem da prisão ou da morte no Chile, após o golpe militar de 1973.

 

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Osvalinda é um dos líderes do Projeto de Assentamento Areia, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no município de Trairão, a novecentos quilômetros de Belém. Sua missão inclui o reflorestamento de áreas desmatadas para extração de madeira e a promoção de uma agricultura orgânica sustentável.

 

Fotos: Reprodução

 

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As ameaças a Osvalinda tiveram início em 2012, quando ela criou a Associação de Mulheres local, com o intuito de capacitar agricultores e difundir seu projeto de agrofloresta. Segundo o site Mongabay, madeireiros e fazendeiros lhe propuseram, na ocasião, encerrar as atividades e montar uma guarita para cobrar propina de caminhoneiros que transportavam madeira extraída de forma ilegal. Ela se recusou. Pistoleiros e motociclistas suspeitos passaram a rondar sua casa.

 

Após o episódio das duas cruzes no quintal, em 2018, Osvalinda e o marido, Daniel, deixaram a região. Tempos depois, voltaram, mas as intimidações recomeçaram. “Aqui é um lugar que foi esquecido pelo governo. Ninguém olha pra gente. Aqui o que manda é o dinheiro, é quem tem poder”, disse a agricultora no vídeo exibido na cerimônia de sua premiação que ganhara o Prêmio Edelstam, concedido na Suécia a pessoas que se destacam por sua contribuição para a defesa dos direitos humanos.

 

Fonte: com informações do Portal Revolution 

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