Presidente do Senado Federal avaliou pedidos de impeachment como acirramentos criados artificialmente: "Não calharão no Senado"
Cobrado por parlamentares bolsonaristas a analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou, nesta terça-feira (5/4), que acirramentos “criados para desviar o foco ou criar cortina de fumaça ou discurso eleitoral não calharão” na Casa.
“Eu tenho buscado dizer sempre que precisamos de pacificação, de ordem, de organização de ideias, de estabelecimento de prioridades, porque esses acirramentos, por vezes criados artificialmente, para desviar o foco ou cortina de fumaça ou criar discurso eleitoral não calharão no Senado Federal. Porque temos compromissos com os problemas verdadeiros e reais do Brasil, e é nisso que vamos trabalhar”, declarou Pacheco.
A deputada Carla Zambelli (PL-SP) e o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) fizeram cobranças públicas a Pacheco na última semana, após o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PTB-RJ) se recusar a acatar a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de recolocar a tornozeleira eletrônica.
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Moraes, então, impôs bloqueio de bens e multa de R$ 15 mil a Silveira. Na decisão, o ministro ainda questionou a inteligência do deputado. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também criticou o uso midiático da Casa feito por Silveira, que acabou recolocando a tornozeleira.

Fotos: Reprodução
Dos 67 pedidos de destituição de ministros que constam no Senado, 31 são contra Moraes. Em agosto passado, Pacheco recusou um pedido de impeachment de Moraes feito pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), alegando que o magistrado desrespeitou a Constituição.
Fonte: Portal Metrópoles
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