17 de Maio de 2026

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Segurança Pública - 26/11/2022

Pai de atirador em escolas do Espírito Santo diz que filho fez algo terrível, mas nega viés nazista

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Foto: Reprodução

Duas professoras e uma aluna de 12 anos morreram. O pai negou, no entanto, qualquer influência de ideias nazistas sobre o filho.

O pai do adolescente de 16 anos que cometeu um atentado a tiros contra duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, afirmou ao Estadão que o filho fez “algo terrível” e que vai pedir desculpas às famílias das vítimas em “momento oportuno”. Duas professoras e uma aluna de 12 anos morreram. O pai negou, no entanto, qualquer influência de ideias nazistas sobre o filho.

 

“Meu filho cometeu algo terrível, que nunca poderia ao menos imaginar”, disse à reportagem o pai do atirador. Tenente da Policia Militar capixaba, ele publicou foto da capa de um exemplar do “Minha Luta”, livro em que Adolf Hitler expôs suas ideias antissemitas.

 

“Livro péssimo. Li e odiei”, comentou o PM. O livro é considerado uma referência ideológica para neonazistas. Ao atacar uma escola pública e outra particular, na cidade do Norte do Espírito Santo, o rapaz usava uma suástica na roupa, segundo a polícia.

 

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A publicação ganhou as redes sociais com pessoas associando o pai à ação do filho. O atentado resultou na morte de duas professoras e de uma aluna de 12 anos. O policial não quis comentar como o filho teve acesso à sua arma e ao carro da família e pediu para que a dor dele fosse respeitada.

 

Em entrevista coletiva, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) afirmou que a família do adolescente contribuiu para a captura e está chocada com o ocorrido.

 

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Foto: Reprodução

 

O adolescente usou uma pistola .40 da Polícia Militar, que era do pai, e um revólver .38. Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, o autor deverá responder por ato infracional correspondente aos crimes de 10 tentativas de homicídio qualificadas e três homicídios qualificados, todos com o agravante de motivo fútil e com impossibilidade de defesa das vítimas.

 
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Até junho, o adolescente estudava até no primeiro colégio a ser invadido, a Escola Estadual Primo Bitti, que fica no bairro Coqueiral e distante cerca de um quilômetro do Centro Educacional Praia de Coqueiral, a outra unidade escolar atacada.

 

Para a polícia, ele disse ter planejado o atentado por dois anos, mas não teria apresenta motivação específica.

 

Fonte: Com informações do Portal Estadão

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