Organizado pela Secretaria de Esporte e Lazer do DF, o evento Troca Campeã reuniu, no Parque da Cidade, famílias para o tradicional compartilhamento de figurinhas do álbum do mundial de futebol deste ano
O clima da Copa do Mundo de 2026 já mobiliza os torcedores do Distrito Federal. No sábado, das 8h às 13h, o Estacionamento 10 do Parque da Cidade recebeu o Troca Campeã, evento que reuniu amantes do futebol, colecionadores e famílias para a troca das tradicionais figurinhas do álbum do Mundial. Promovido pela Secretaria de Esporte e Lazer do DF em parceria com a administração do Parque, a iniciativa contribuiu para manter viva uma das tradições mais marcantes dos Mundiais das Seleções.
Renato Junqueira, secretário do Esporte, aproveitou para trocar figurinha no evento. "O Parque é um local propício para reunir as famílias e a gente vê as famílias aqui reunidas, as crianças, tirando um pouquinho elas das telas, trazendo essa interação com outras pessoas, com conhecidos, desconhecidos, trocando experiências, não só figurinhas e fazendo novas amizades", comenta. A vontade do secretário era de chegar mais perto de finalizar o álbum. "Meu álbum tá indo bem, tava faltando 300 e agora está faltando umas 250. Tô melhorando, quem sabe eu não saio daqui hoje com esse álbum completo", destacou.
O administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno, comenta que o espaço serve como um palco de experiências. "A gente sabe que o clima da Copa começou, as famílias, os pais e filhos estão torcendo pelo nosso Brasil e nada melhor do que gerar um evento desse com troca de figurinhas, porque você conhece pessoas e ainda cria uma memória afetiva. A gente está muito feliz em realizar esse evento juntamente com a Secretaria de Esportes", ressalta. Sobre o álbum, Todi está fazendo com o filho Davi e falta pouco para finalizar. "A gente tá quase montando o álbum do meu neto, que ainda nem nasceu, de tanta figurinha.O do Davi está quase completando.Faltam umas 50 figurinhas. Espero que hoje dê para completar", comenta.
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Atravessando gerações
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Para muitos, a troca figurinhas é uma tradição passada de geração em geração. É o caso de Cami Abreu, radialista, que está fazendo o álbum pela terceira vez, mas tem uma memória de criança com a prática. "Eu tive que me render, porque a minha memória é afetiva e todo mundo fala que é coisa de criança, mas não é. Os pais se envolvem na brincadeira junto com os filhos, eu acho que isso traz essa aproximação e esquenta o coração e os motores para a gente poder torcer pelo Hexa nessa Copa", diz a radialista. Cami também destaca que os dias de troca também ajudam a economizar um pouco na hora de completar o álbum.
Além da troca de figurinhas, as crianças também se divertiram e dançaram com o Palhaço Psiu. O artista levou para o evento uma relíquia: o álbum de capa dura dourado da Copa de 2022 com todas as figurinhas da época. A ideia é rifar o item para utilizar o dinheiro em uma ação social que ele realiza nos finais de ano. "A Copa do Mundo não traz só a questão da torcida, mas muita gente usa, como eu, para fazer ações sociais. Eu tenho 28 anos de ação social, 30 anos de palhaço de circo. Vou rifar o álbum e o valor arrecadado será usado para comprar brinquedos novos para serem doados para as crianças", conta. A ideia é que caso o Brasil for Hexa, o palhaço vai atrás de um autógrafo do Neymar, para valorizar ainda mais o álbum.
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Fotos: ReproduçãoGoogle
Apenas neste ano, Wagner Júnior e o filho Theo Ferreira, de 10 anos, completaram três álbuns da Copa. A tradição vem de Wagner, que compra álbuns de figura desde a Copa de 1994. Theo levou para o evento um fichário contendo figurinhas repetidas para trocar e vender para outros amantes de futebol. " Já completei três desse daqui. Achei o álbum muito legal, design criativo, cores muito chamativas. E, aí, agora só que você já completou três álbuns", conta. O pequeno empreendedor explica como estava lidando com as figurinhas. "Você compra, eu vendo. Você vende, eu compro. Você troca, eu troco. Assim funciona", comenta Theo.
A auditora federal Renata D'Aguiar levou suas filhas Catarina, 10 anos, e Manuela, 1 ano e 7 meses, para o evento. "Hoje, é um momento muito importante para confraternizar em família. É o momento para sair da tela e viver essa experiência que eterniza memórias. Quando eu era criança, eu vivi várias experiências de troca de figurinha e é muito gostoso, principalmente, num lugar tão acolhedor como o Parque da Cidade. Aqui, nesse Sol, nesse clima de pré-Copa do Mundo", comenta. Segundo ela, as filhas estão indo com calma no álbum, justamente para aproveitar ao máximo esses momentos que a época do mundial proporciona.
Fonte: com informações do Correio Braziliense
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