17 de Maio de 2026

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Mulher em pauta - 27/10/2021

Pandemia mata mais mães pretas e pardas do que brancas

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Foto: Reprodução

Mulher negra em protesto

O "Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra" é celebrado nesta quarta-feira (27), a data foi criada para chamar atenção para a vulnerabilidade sofrida por essas pessoas. Dados apontam que pretos e pardos correspondem ao maior número de vítimas da pandemia de Covid-19.

 

Segundo o Mapa da Desigualdade, realizado pela Rede Nossa São Paulo, em setembro deste ano, 47,6% das mortes entre a população negra ocorreram por causa da Covid-19, entre pessoas brancas esse número fica em 28,1%.

 

O levantamento avaliou também a taxa de mortalidade de brancos e negros em diferentes bairros da cidade de São Paulo. A pesquisa aponta que pessoas negras morreram mais em decorrência do coronavírus mesmo nos bairros mais ricos da cidade.

 

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O Itaim Bibi, um dos bairros mais ricos da capital paulista, registrou 1,7 vezes mais mortes por Covid-19 de negros do que de brancos, mesmo sendo uma região de menor vulnerabilidade socioeconômica.

 

Mortalidade entre mulheres negras

 

No Brasil, mulheres negras morrem mais de covid que qualquer grupo na base  do mercado de trabalho – Jornal da USP

Foto: Reprodução

 

A taxa de mortalidade materna é maior entre mulheres pretas e pardas. Dos 1.204 óbitos por Covid-19 registrados em 2020 e 2021, 56,2% foram de mulheres negras. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados em maio deste ano, apontam que o risco de morte entre essa população foi quase duas vezes maior do que entre as mulheres brancas.

 

A Fiocruz aponta no levantamento que “brasileiras negras ainda têm menos chances de passar por consultas ginecológicas e de pré-natal, são as que mais peregrinam até conseguir vaga numa maternidade para dar à luz e recebem com menos frequência recursos para alívio da dor durante o parto ou mesmo anestesia".

 

As limitações de acesso e disponibilidade de recursos para realizar pré-natal, parto e puerpério estão diretamente ligadas a mortalidade materna.

 

"As estatísticas expõem a vulnerabilidade estrutural das mulheres negras no Brasil, onde esse grupo é historicamente mantido em desvantagens. Em 2019, antes da pandemia, mais de 65% dos óbitos maternos foram de mulheres negras, contra 30% de brancas, de acordo com o Ministério da Saúde", analisou, em nota, a Sociedade Brasileira pela Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp).

 

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Em 2018, antes da pandemia, a desigualdade entre mulheres brancas e negras já era gritante. Segundo dados do Ministério da Saúde, na época, 65% dos óbitos maternos foram de mulheres negras, contra 30% de brancas.

 

Fonte: MSN/Claudia

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