18 de Maio de 2026

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Internacional - 02/04/2022

Papa critica Putin e diz que planeja viajar a Kiev em meio à guerra

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Foto: Reprodução

O papa afirmou que considera viajar à capital da Ucrânia, Kiev, em meio à guerra

O papa Francisco, chefe da Igreja Católica, fez neste sábado (2) sua primeira crítica direta ao presidente russo, Vladimir Putin, ainda que sem citar o nome do mandatário que ordenou a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro. O papa ainda afirmou que considera viajar à capital da Ucrânia, Kiev, em meio à guerra.

 

"Mais uma vez, um poderoso, tristemente apanhado em reivindicações anacrônicas de interesses nacionalistas, está provocando e fomentando conflitos, enquanto as pessoas comuns querem construir um futuro", afirmou, em discurso às autoridades de Malta, onde chegou para uma visita de dois dias.

 

O papa já havia condenado o que chamou de "agressão injustificada" e denunciou as atrocidades da guerra, mas ainda não havia se referido de forma tão direta a Vladimir Putin.

 

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"Pelo leste da Europa, pela terra onde o sol nasce, as sombras escuras da guerra agora se espalharam. Nós achávamos que invasões de outros países, batalhas selvagens pelas ruas e ameaças atômicas eram lembranças sombrias de um passado distante", disse.

 

"No entanto, os ventos gelados da guerra, que trazem apenas morte, destruição e ódio em seu rastro, varreram poderosamente a vida de muitas pessoas e afetaram a todos nós", completou.

 

 

Mais cedo, respondendo a jornalistas, o papa afirmou que estuda aceitar o convite do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e viajar a Kiev.

 

Em vídeo publicado no começo da manhã deste sábado, Zelenski afirmou que tropas russas estão se movendo para a região do Donbass após deixar os arredores da capital.

 

Na região, a Cruz Vermelha deve tentar mais uma vez retirar civis da cidade de Mariupol neste sábado, após uma operação frustrada na sexta-feira (1º) que precisou ser abortada dada a grave situação dos confrontos na cidade do sul da Ucrânia, que "tornaram impossível prosseguir".

 

Civis da Ucrânia que fugiram de Mariupol são tratados em hospital em Zaporíjia

 

Sitiada desde os primeiros dias da invasão russa, Mariupol fica na província separatista de Donetsk e é considerada estratégica para bloquear o acesso ucraniano ao mar. A cidade enfrenta uma das situações humanitárias mais graves da guerra, com dezenas de milhares de pessoas sem acesso a comida, água, energia e medicamentos. Rússia e Ucrânia concordaram em abrir corredores humanitários para facilitar a retirada de civis, mas se acusam de não respeitar o cessar-fogo que permitiria a passagem de moradores.

 

Neste sábado, a expectativa é levar os civis até Berdiansk, outra cidade portuária ao sul, e de lá eles tomariam ônibus para outras regiões.

 

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Segundo Zelenski, houve fortes bombardeios em Kharkiv, no nordeste do país. A agência Reuters conversou com duas jovens em um hospital na cidade de Tchuhuiv, que se disseram sobreviventes de um ataque a um ônibus que levava 20 civis. "As janelas começaram a balançar. Então eu vi alguma coisa que lembrava buracos. E aí começaram a voar balas acima de nós. Poeira, fumaça. Eu estava gritando e minha boca estava cheia [de fumaça]", disse Alina Sheguret, apontando para machucados nas pernas e no quadril. A Rússia nega atacar civis na Ucrânia.

 

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Fotos: Reprodução

 

O serviço de inteligência do Reino Unido, que tem monitorado as movimentações de tropas na guerra, afirmou neste sábado que tropas russas abandonaram o aeroporto de Hostomel, nos arredores da capital ucraniana, palco de confrontos desde o primeiro dia do conflito.

 

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Também disse que forças ucranianas continuam a avançar sobre regiões ao redor de Kiev, onde as tropas russas começam a deixar o fronte e a abandonar equipamentos militares, como tanques. Depois de não conseguir tomar o controle de nenhuma grande cidade ucraniana, a Rússia afirmou que mudou o foco da sua "operação militar especial", como Moscou chama a invasão, para o sudeste da Ucrânia, onde apoia separatistas desde 2014.

 

Fonte: Folha de Sã Paulo

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