17 de Maio de 2026

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Mulher em pauta - 01/11/2021

Para Frances Haugen, Mark Zuckerberg deveria deixar cargo de CEO do Facebook

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Foto: Reprodução/Web Summit

Frances Haugen, ex-funcionária que conduziu vazamentos bombásticos, acredita ser impróvável que o Facebook mude com Zuckerberg

No início deste mês, Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, foi responsável pelo vazamento de documentos apontando que a empresa priorizou repetidamente o “crescimento em detrimento da segurança” dos usuários. Nesta segunda-feira (1°), a engenheira participou de um painel no Web Summit, evento sobre o mundo digital e tecnológico, em Lisboa, Portugal.


Durante a palestra, Frances contou que decidiu vir a público com as acusações quando, ainda funcionária, percebeu um padrão comportamental na empresa.


Seu pensamento a partir de então, disse, era: “Dezenas de milhões de pessoas correm perigo nos próximos 20 anos [por causa da conduta da rede]”.

 

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Ela deu um exemplo prático por trás de seu argumento: no feed de publicações, o Facebook prioriza notícias extremas e polarizadoras, com temas como genocídio e tráfico humano, que geram conflitos sociais e desinformação. “Todo ser humano merece a dignidade da verdade”, acrescentou.

 

 

Frances Haugen: a ex-funcionária que denunciou

Facebook ao Senado dos EUA


Frances rebateu o argumento da plataforma de “censura ou liberdade de expressão” afirmando que as pessoas poderiam continuar a expressar suas opiniões.

 

Segundo ela, a rede social poderia reduzir a relevância de informações falsas para os usuários com o uso de uma inteligência artificial.

 

 

Primeiro dia do evento Web Summit, sobre tecnologia, foi encerrado

com palestra de Frances Haugen (Fotos: Reprodução/Web Summit)


Diferentemente do Twitter, o Facebook tem uma única equipe para atender a duas demandas diferentes: selecionar as notícias relevantes e agradar figuras políticas. Para a ex-funcionária, esse é um problema.


Uma sugestão da executiva é apresentar mais conteúdos publicados por amigos e familiares - o que, segundo os documentos divulgados por ela, proporcionaria mais segurança a todos. “O problema é que eles priorizam a expansão e criação de novas áreas em vez de firmar os pés no terreno que já ocupam”, comentou.

 

Mark Zuckerberg


Para solucionar todos esses problemas, ela vê um caminho. “Eu acredito na governança corporativa, e atualmente Mark Zuckerberg é CEO, chairman e o maior investidor da empresa. É improvável que a empresa mude enquanto ele continuar como CEO.” Frances acha que o Facebook seria muito mais forte se fosse comandado por alguém disposto a focar em segurança e, por isso, deveria ter outro executivo à sua frente.

 


Ex-gerente do Facebook assume autoria de denúncias

contra rede (Fotos: Reprodução)

 

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Sobre a resposta do Facebook, dizendo que os documentos são falsos e superficiais, Frances disse acreditar que a empresa poderia simplesmente divulgar mais arquivos que a desmentissem. “Uma pessoa não é ruim por cometer um erro, mas por continuar cometendo. Eu tenho fé de que o Facebook pode mudar.”

 

 Fonte: Época Negócios

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