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Geral - 17/08/2022

Partido Nazista no Brasil foi o maior fora da Alemanha

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Foto: Foto: Reprodução

Neonazismo: O rosto do nazismo na atualidade.

Episódios neonazistas no Brasil crescem ano a ano sob Bolsonaro, diz observatório judaico entidade já contabilizou 114 eventos desse tipo desde 2019.

 

Um relatório inédito feito pelo Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil mostra que as ocorrências de episódios neonazistas no país praticamente têm dobrado a cada ano sob o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Desde 2019, a entidade contabilizou 114 eventos desse tipo. Se naquele ano houve ao menos 12 ocorrências neonazistas, no ano seguinte foram identificadas 21 delas, em 2021, 49, e, no primeiro semestre deste ano, 32. Segundo os autores do documento, não é esperada uma tendência de queda até o fim de 2022.

 

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LISTA

 

 

 

Foram considerados episódios neonazistas aqueles que fizeram referências explícitas a Adolf Hitler, ao nazismo ou ao holocausto, incluindo fatos e símbolos do regime. Declarações que negaram a ocorrência do extermínio em massa ou que afirmaram que o nazismo foi um movimento de esquerda também foram contabilizadas.

 

PERMANÊNCIA

 

 

 

Já os eventos antissemitas —dirigidos especificamente a judeus— apresentaram um crescimento menos expressivo. Foram 12 ocorrências em 2019 e em 2020, 18 no ano passado e 11 no primeiro semestre de 2022.

 

LUPA

 

 

 

Os casos foram contabilizados a partir de notícias divulgadas pela imprensa e de ocorrências em redes sociais.

 

SINAIS

 

 

 

"Esse crescimento sinaliza a gravidade de um processo que, em nosso país, atinge sobretudo os grupos que historicamente sofrem racismo estrutural. Na Alemanha nazista, o foco principal foram os judeus. No Brasil, as vítimas são os povos indígenas e afrodescendentes", diz o estudo.

 

TRAGÉDIAS

 

 

Entre os eventos mais graves apontados pelo grupo estão ataques a escolas como o ocorrido na cidade de Suzano (SP), em 2019, e em Saudades (SC), em 2021. Além de resultar em mortes, os episódios deram origem a investigações que desvendaram ligações de seus autores com grupos neonazistas na internet.

  

TENSÃO

 

 

Os dados, segundo o Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil, "alertam para a normalização da desumanização e a licença para a violência característica do nazismo". O grupo foi criado em 2018, após as eleições, por judeus preocupados com o que entenderam como a "ascensão política no país de um projeto de extrema direita". 

 
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NORMALIZAÇÃO

 

 

"As teorias da conspiração renovadas, o uso de situações do holocausto como referência para comparação com situações de cuidado, entre outros casos relatados neste documento alertam para a normalização da desumanização e a licença para a violência características do nazismo, do neonazismo e neofascismo. E obviamente, do antissemitismo", diz ainda o estudo.

 

AUTORIA

 

Fotos: Reprodução 

 

O levantamento, que será lançado nesta semana, é assinado por Alberto Kleinas, Alexandre Leone, Clara Goldman Ribemboim, Clara Politi, Clarisse Goldberg, Claudia Heller, Dina Czeresnia, Fabio Silva, Ricardo Bessen, Samuel Naum Neuman e Sandra Felzen. 

 

Fonte: Folha De São Paulo

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