11 de Maio de 2026

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Geral - 10/05/2026

Passageiros de navio com hantavírus desembarcam em ilha

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Foto: ReproduçãoGoogle

Espanhóis são os primeiros a deixar o cruzeiro nas Ilhas Canárias para quarentena hospitalar. Resgate se prolongará até segunda-feira

Começou neste domingo (10/05) o desembarque dos mais de cem passageiros a bordo do cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, nas Ilhas Canárias. A operação de resgate no porto de Granadilla de Abona deverá se prolongar até amanhã, segundo autoridades espanholas.

 

Os primeiros a desembarcar eram os 14 espanhóis a bordo. Eles seriam recebidos por um avião militar espanhol e levados para um hospital de Madrid, onde ficarão em quarentena. Sem permissão para atracar, a embarcação permanece ancorada. O desembarque conta com uma lancha do porto para o transporte de passageiros até o solo e com veículos militares, para levá-los até o aeroporto de Tenerife Sul.

 

Diversos países enviaram aviões para a repatriação de cidadãos de outros países. Os passageiros só podem deixar o navio quando seus aviões estiverem prontos para decolar. Desembarque por nacionalidades

 

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Para este domingo, está previsto o desembarque de pessoas de diversas nacionalidades que serão levadas à Holanda, bem como de cidadãos de Canadá, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. O último voo de repatriação deverá decolar na segunda-feira à tarde, com destino à Austrália, em que viajarão outras seis pessoas de várias nacionalidades.

 

A operação acontece em zonas isoladas do porto industrial de Granadilla e do aeroporto Tenerife Sul, sem qualquer contato com a população local. Está também isolado o percurso de cerca de 10 quilômetros entre o porto e o aeroporto. Continuarão no navio os 43 membros da tripulação, que seguirão viagem na segunda-feira até a Holanda, país onde está registrada a propriedade do MV Hondius.

 

Sob isolamento por 42 dias A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou no sábado que considera todas as pessoas a bordo do cruzeiro como “contatos de alto risco”. Elas ficarão em observação por 42 dias. Ao mesmo tempo, a agência das Nações Unidas vem tentando tranquilizar o público, afirmando que o risco de uma disseminação mais ampla é “absolutamente baixo”. O hantavírus em circulação no navio era da cepa Andes, da América do Sul, única transmissível entre humanos.

 

Fotos: ReproduçãoGoogle

 

Este é um vírus perigoso, mas apenas para a pessoa que está realmente infectada”, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, durante uma coletiva de imprensa em Genebra, acrescentando que o surto “não é uma nova covid”.

 

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Não há relato de mais pessoas a bordo com sintomas de hantavírus. Três passageiros morreram desde o início do surto. Outras cinco pessoas deixaram o navio sob suspeita de infecção, das quais três foram confirmadas. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou à Espanha no sábado para supervisionar a operação junto com autoridades espanholas.

 

Fonte: com informações da Revista IstoÉ 

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