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Diversidade - 29/07/2022

Perseguição: Igreja Presbiteriana Independente decide se pode excluir membros LGBTQIA+

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Foto: Reprodução

Uma semana após a Igreja Presbiteriana do Brasil colocar em pauta se fieis podem ser de esquerda, sínodo da Igreja Presbiteriana Independente em Natal-RN quer discutir perseguição a homoafetividade

Após o reverendo Osni Ferreira da Igreja Presbiteriana do Brasil (IBP) ser flagrado fazendo campanha para Jair Bolsonaro durante culto em Londrina, e a própria instituição ter marcado um encontro de cúpulas que deve ocorrer ainda nesta semana e que irá analisar resolução que estabelece ser incompatível a fé cristã com ideias e posições de esquerda, agora foi a vez de outra instituição, a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB), mostrar ao público sua proximidade com a extrema-direita.

 

Antes de tudo, é importante destacar que no sistema presbiteriano, os sínodos fazem a representação política de um Estado dentro de uma comunidade. É a partir deles que chegam as demandas e debates das igrejas espalhadas pelos territórios para serem encaminhadas às assembleias das cúpulas superiores que t

 

decisões. O Sínodo Reverendo Manoel Machado, localizado em Natal, representa o Rio Grande do Norte dentro da IPIB. E foi neste sínodo onde protocolaram três documentos aos quais a Revista Fórum teve acesso, e que buscam discutir a perseguição a membros da comunidade LGBTQIA+ dentro do âmbito religioso.

 

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Em um primeiro documento, é solicitado pela organização do Sínodo do RN que a Assembleia Geral da IPIB não acate nenhum documento que proponha posicionamento da instituição favorável às relações homoafetivas e de identidade de gênero, além de não receber, nas igrejas locais, pessoas que militam em favor das causas LGBTQIA+. Além disso, o documento também determina o fim do contrato de professoras da FATIPI (Faculdade de Teologia de São Paulo, da IPIB) que defendam tais pautas e a substituição por professores que não as defendam.

 

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Um segundo documento a que tivemos acesso pede a punição de membros que participaram de ato ecumênico em homenagem aos falecimentos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, em especial o afastamento de professores da FATIPI que foram prestar condolências aos dois. Um terceiro documento ainda pede a não votação, pelos órgãos superiores da instituição, de questões de cunho político e ideológico.
As solicitações devem ser discutidas ainda nessa semana pela Assembleia Geral da instituição. 

 

Fonte: Revista Forum

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