17 de Maio de 2026

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Comportamento - 12/03/2024

Pesquisa mostra que infidelidade feminina é muito menos compreendida

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Foto: Reprodução/Google

52% dos usuários da plataforma Gleeden entendem que a infidelidade ?faz parte da natureza dos homens? e só 2%, que ?faz parte da natureza da mulher?

Ainda que tenha havido um avanço significativo nas últimas décadas, a desigualdade de gênero ainda existe, e o machismo permanece enraizado em muitos aspectos da sociedade. Com a chegada do Mês das Mulheres, o Gleeden – maior plataforma do mundo destinada a encontros não monogâmicos – promoveu uma pesquisa para entender o que os seus usuários e usuárias brasileiros pensam sobre o tema “infidelidade”. E os resultados indicam que o homem é perdoado com mais facilidade, enquanto a mulher acaba sendo “condenada” pela sociedade.

 

Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados apontaram que a “infidelidade faz parte da natureza dos homens” e só 2%, que “faz parte da natureza da mulher”. Os outros 48% disseram que “faz parte da natureza de ambos os sexos”.

 

“A diferente maneira como a infidelidade feminina é encarada pode ser considerada reflexo de como tantos outros aspectos envolvendo os gêneros são vistos na nossa sociedade”, afirma Silvia Rubies, Diretora de Comunicação e Marketing para a América Latina do Gleeden. “Os dados chamam atenção porque não avaliam se a infidelidade é algo correto ou não, mas demonstram que o homem é mais compreendido na hora de buscar prazer fora do relacionamento”, acrescenta.

 

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A pesquisa também aponta que 28% das mulheres praticam infidelidade por “falta de atenção do parceiro”, enquanto outras 32%, para “se sentir sexy e desejada novamente”. “Isso acontece, porque a maioria das usuárias da plataforma procura por carinho e prazer. Ou seja, elas podem estar satisfeitas em diversos aspectos do relacionamento, mas não com o que diz respeito ao sexo, ao prazer sexual”, pontua Silvia.

 

Outros dados curiosos mostram que, para 56% das mulheres ouvidas, “a infidelidade faz eu me sentir mais forte enquanto mulher”; 32% dizem “já fui julgada pela forma como vivo sexualmente”; e 60%, que “sou sexualmente empoderada”. A maioria absoluta (92%), no entanto, concorda que “existem mais tabus em torno da sexualidade feminina do que da masculina”.

 

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“Embora haja constantes avanços, as mulheres brasileiras, infelizmente, ainda estão longe de ter os mesmos direitos que os homens e são muito subjugadas quando o assunto é a infidelidade. Essa pesquisa aponta que, ao mesmo tempo em que buscam se sentir desejadas, elas enxergam o sexo extraconjugal como uma forma de empoderamento, de liberdade, de quebra de tabus e de busca por igualdade”, finaliza Silvia Rubies.

 

Fonte: com informações do Portal iG

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