18 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Geral - 07/06/2022

PF ouve duas testemunhas sobre desaparecimento de indigenista e jornalista inglês na Amazônia

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Homens teriam sido últimos a ver dupla; um deles é liderança indígena. Bruno Araújo Pereira e Dom Phillips sumiram no domingo (5).

A Polícia Federal (PF) ouviu ontem, segunda-feira (6), as duas últimas pessoas que se encontraram com o indigenista Bruno Araújo Pereira e com o jornalista inglês Dom Phillips antes do desaparecimento deles, no domingo (5), durante uma viagem por terras indígenas na Amazônia. Um dos homens é uma liderança indígena e o outro seria um pescador.

 

A PF não divulgou o nome das duas pessoas ouvidas, mas afirmou que eles não são suspeitos, que falaram na condição de testemunhas e que, depois, foram liberados. A TV Globo apurou esses dois homens conversaram com Bruno Araújo Pereira e com Dom Phillips no sábado (4), na região do Vale do Javari.

 

O servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai) Bruno Araújo Pereira e o jornalista Dom Phillips, colaborador do jornal "The Guardian", sumiram na região do município de Atalaia do Norte (AM). Nesta segunda, após os dois passarem 24 horas sem dar notícias, órgãos de investigação foram acionados.

 

Veja também

 

Associação afirma que indigenista e jornalista inglês estão desaparecidos na Amazônia

Dia Mundial do Meio Ambiente: 50 anos depois de evento que deu início a debates, Amazônia está no centro da discussão

 

 

A viagem que eles fariam, ainda no sábado, entre a comunidade São Rafael e Atalaia do Norte, deveria durar cerca de duas horas.

 

Quem são os desaparecidos

 

 

Phillips e Bruno fazem expedições juntos na região desde 2018, de acordo com o jornal britânico "The Guardian".

 

Segundo uma nota da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Bruno é "experiente e profundo conhecedor da região, pois foi Coordenador Regional da Funai de Atalaia do Norte por anos".

 

Já Phillips mora em Salvador e faz reportagens sobre o Brasil há mais de 15 anos para veículos como "Washington Post", "New York Times" e "Financial Times", além do "Guardian". Ele está trabalhando em um livro sobre meio ambiente com apoio da Fundação Alicia Patterson.

 

Fotos: Reprodução

 

Em uma rede social, Jonathan Watts, editor do Guardian, disse que o jornal está preocupado e procurando informações sobre o colaborador.

 

Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), Bruno Araújo Pereira é servidor da fundação, mas não estava no local a trabalho. O funcionário havia tirado uma licença.

 

"Cumpre esclarecer que, embora o indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira integre o quadro de servidores da Funai, ele não estava na região em missão institucional, dado que se encontra de licença para tratar de interesses particulares", diz a Funai.
A terra indígena Vale do Javari

 

A terra indígena Vale do Javari, região na qual estão desaparecidos Bruno Araújo Pereira, indigenista brasileiro e funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai), e o jornalista inglês Dom Phillips, do jornal "The Guardian", fica na fronteira com o Peru e a Colômbia.

 

São 8,5 milhões de hectares demarcados, a segunda maior terra indígena do país – a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares. A região tem histórico de assassinato de um outro agente órgão federal e é palco de conflitos típicos da Amazônia: tráfico de drogas, roubo de madeira e avanço do garimpo.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram. 
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

Além disso, tem a maior concentração de povos isolados do mundo, com acesso restrito por vias fluviais e aéreas.

 

Fonte: Portal G1

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.