17 de Maio de 2026

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Segurança Pública - 08/02/2024

Polícia Federal cumpre medidas judiciais no Amazonas durante operação sobre tentativa de golpe em 2022

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Foto: Reprodução/Google

Operação tem como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e ex-assessores dele investigados por tentar dar um golpe de Estado no país e invalidar as eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.

A Polícia Federal cumpre mandados judiciais no Amazonas nesta quinta-feira, 8/2, durante uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e ex-assessores dele investigados por tentar dar um golpe de Estado no país e invalidar as eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Por meio de nota, a PF informou que foram cumpridos um mandado de busca de apreensão, um mandado de busca pessoal e uma intimação para medidas coercitivas no Amazonas. Dois aparelhos celulares, duas pistolas, dois notebooks e 10 pen-drives foram apreendidos e não houve presos.Ao todo, a PF cumpre 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva em diferentes estados do país.Há ainda medidas cautelares, como proibição de contatos entre os investigados, retenção de passaportes e destituição de cargos públicos.

 

Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Os nomes dos alvos não foram divulgados.Jair Bolsonaro é alvo de medidas restritivas – por exemplo, a entrega do passaporte às autoridades em até 24 horas.A operação foi chamada pela Polícia Federal de "Tempus Veritatis" – "hora da verdade", em latim.

 

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Alvos da operação

 

 

 

Há mandados de prisão preventiva contra:

 

Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;
Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;
Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército;
Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército.
Ainda de acordo com a apuração da GloboNews, há também buscas contra:

 

 

 

Valdemar Costa Neto, presidente do PL – partido pelo qual Bolsonaro disputou a reeleição;
Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;
Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
general Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército;
almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
general Stevan Teófilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado "gabinete do ódio".
Núcleos de atuação golpista
De acordo com a PF, o grupo investigado se dividiu em dois "eixos", ou núcleos de atuação para tentar minar o resultado das eleições 2022.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

O primeiro "eixo" era voltado a construir e propagar informações falsas sobre uma suposta fraude nas urnas, apontando "falaciosa vulnerabilidade do sistema eletrônico de votação".O segundo "eixo", por sua vez, praticava atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito – ou seja, para concretizar o golpe.

 

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Essa etapa, de acordo com as investigações, tinha o apoio de militares ligados a táticas e forças especiais.O Exército acompanha o cumprimento dos mandados ligados aos militares, em apoio à PF.De acordo com as investigações, se confirmadas, as condutas do grupo podem ser enquadradas em crimes como organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. 

 

Fonte: com informações do Portal G1

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