Ação no DF mira possíveis omissões de autoridades durante ataques de bolsonaristas contra três Poderes
A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça (7) mandados de prisão e busca e apreensão na 5ª fase da chamada Operação Lesa Pátria, que mira os suspeitos de envolvimento nos ataques golpistas de 8 de janeiro.
Todas as medidas são cumpridas no Distrito Federal e estão dentro da linha de apuração da PF que investiga a possível omissão de autoridades durante os ataques.
Ao todo são cumpridos três mandados de prisão, um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
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Um dos presos é o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, então chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do DF. A prisão decretada contra ele é preventiva.
O coronel era o chefe do setor responsável por elaborar o plano de segurança na capital federal para evitar os ataques golpistas. Ele foi exonerado do posto após os atos antidemocráticos.
Naime entrou na mira dos investigadores após o ex-comandante-geral da PM-DF Fabio Augusto Vieira citá-lo em depoimento. Vieira afirmou ter encontrado o colega durante no local dos ataques golpistas por volta das 18h do 8 de janeiro.
O ex-chefe do setor de operações, como mostrou a Folha, estava de folga, que havia sido concedida pelo atual comandante da PM, Klepter Rosa Gonçalves. Segundo a versão de Vieira, o coronel disse que foi ao local para ajudar.
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Além do coronel, foram presos o major Flavio Silvestre de Alencar, o capitão Josiel Pereira César e o tenente Rafael Pereira Martins.
A corregedoria da PM acompanha as diligências realizadas pela PF. É nessa frente de apuração que são investigados Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), e o governador afastado do DF Ibaneis Rocha (MDB).
Além dessa linha das autoridades omissas, os ataques também são investigados na Polícia Federal em outras três frentes.

Fotos: Reprodução
Um mira os possíveis autores intelectuais, e é essa frente que pode alcançar Bolsonaro. Outra tem como objetivo mapear os financiadores e responsáveis pela logística do acampamento e transporte de bolsonaristas para Brasília.
O terceiro foco da investigação PF são os vândalos. Os investigadores querem identificar e individualizar a conduta de cada um dos envolvidos na depredação dos prédios históricos da capital federal.
Fonte: Com informações da Folha de S. Paulo
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