17 de Maio de 2026

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Comportamento - 28/08/2022

Por que milhões deixam de votar? Pesquisa investiga principais motivos da abstenção

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Foto: Reprodução

Recorte exclusivo da Genial/Quaest mostra que viagens e desinteresse estão na frente, mas fenômeno também é multifatorial

Recorte exclusivo obtido pelo Pulso da última pesquisa presencial Genial/Quaest investiga o perfil das abstenções hoje no país. Uma questão foi bem específica com os entrevistados: "Alguma fez você já deixou de ir votar"?

 

Responderam "sim" 21% e "não", 79%. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 147 milhões de eleitores aptos a votar em 2018, 117 milhões foram às urnas, número que representa a mesma proporção (79%) da encontrada pela pesquisa da Quaest. Como o eleitorado aumentou em 2022 e agora são 156 milhões de eleitores aptos a votar, é possível que as abstenções sejam mais de 29,9 milhões este ano.

 

Veja os números abaixo:

 

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No entanto, uma decisão do TSE de março retirou punições a eleitores que não votaram em 2020 por causa da pandemia de Covid-19. Como consequência, existe ainda uma grande dúvida neste ano sobre qual será o percentual final de abstenções no primeiro turno. Estudiosos se perguntam se a permissão do TSE será suficiente pra reduzir a abstenção.

 

A falta de informações sobre abstenções é um problema da área no Brasil por ser muito difícil estimar quem realmente vai votar no dia da eleição. Isso acontece — como o Pulso já mostrou em entrevista com o estatístico da Universidade de Michigan Raphael Nishimura —porque o voto é obrigatório no país. Assim, muitos entrevistados não se sentem à vontade para dizer se realmente estão planejando faltar. Nos Estados Unidos, é comum haver estimativas precisas sobre quem realmente vai votar, uma vez que o voto não é obrigatório.

 

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Nessa investigação, recortes da Genial/Quaest mostram que existe uma distribuição sem variações entre faixas de renda, escolaridade ou preferências política na relação de 80%/20% que sempre votaram e já deixaram de votar, respectivamente. A pergunta foi feita sobre eleições anteriores e não sobre a intenção para 2022. Dois dados chamam a atenção.

 

São 17% os entrevistados dizendo que não votaram no passado por causa de viagens, mesma proporção dos que apontam o "desinteresse" como justificativa. O maior contingente, no entanto, de 27%, congrega diferentes motivos, deixando claro que o fenômeno da abstenção no Brasil é multifatorial. Também não é excluída a possibilidade de entrevistados ocultarem o real motivo ao serem entrevistados, uma vez que, mesmo com uma multa leve para quem não votar, o voto continua sendo obrigatório no Brasil e pode inibir respostas por receios naturais durante uma entrevista.

 

Veja os números:

 

Fotos: Reprodução/OGlobo


A Quaest perguntou também: "Se o seu candidato não estiver no segundo turno, você ainda irá votar? A adesão é alta e soma 76%, enquanto os que desistirão de ir às urnas representam 21%, um quinto da população.

 

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A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre os dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro da pesquisa é dois pontos percentuais para mais ou para menos e um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01167/2022

 

Fonte: Portal O Globo

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