14 de Abril de 2026

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manchete - 15/04/2026

PORTAL MULHER AMAZÔNICA DESTACA IMPACTO SOCIAL DO PÉ-DE-MEIA E COBRA CONTINUIDADE E AMPLIAÇÃO NO AMAZONAS

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Foto: Reprodução/Google

Programa federal reduz abandono escolar em 47% no estado e reforça papel da educação como ferramenta de transformação social

Após dois anos de implementação, o programa Pé-de-Meia tem apresentado resultados expressivos no Amazonas, com impacto direto na permanência de jovens no ensino médio. Dados divulgados pelo Ministério da Educação mostram que a taxa de abandono escolar no estado caiu 47%, passando de 8,1% em 2022 para 4,3% em 2024.

 

A política pública já beneficiou 198.207 estudantes amazonenses, o equivalente a mais de 68% dos alunos do ensino médio da rede pública no estado. Além da redução da evasão, os indicadores educacionais também apontam queda de 11% na reprovação e diminuição de 16% na distorção idade-série entre 2022 e 2025. Em nível nacional, o programa alcançou 5,6 milhões de estudantes, com investimento de R$ 18,6 bilhões, contribuindo para a redução de 43% na evasão escolar no ensino médio em todo o país.

 

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Educação como prioridade estratégica

 

 

 


Os dados foram apresentados pelo ministro da Educação, Camilo Santana, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento realizado em Fortaleza. Na ocasião, Lula destacou a importância da educação como eixo central do desenvolvimento social e econômico do país, defendendo o investimento contínuo em políticas públicas voltadas à permanência escolar. Já Camilo Santana ressaltou que, antes da criação do programa, o Brasil registrava cerca de 500 mil estudantes abandonando o ensino médio anualmente, cenário que começa a ser revertido com a iniciativa.

 

Incentivo financeiro e inclusão social

 

 

 

Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia é voltado a estudantes de baixa renda inscritos no Cadastro Único (CadÚnico). O programa oferece incentivo financeiro mensal de R$ 200 para alunos que mantêm frequência escolar, além de R$ 1.000 por ano concluído com aprovação, valor depositado em poupança e liberado ao final do ensino médio.

 

O perfil dos beneficiários reforça o caráter social da política: 51,5% são meninas, 72,9% são estudantes negros (pretos e pardos) e mais de 56 mil indígenas foram contemplados em todo o país. Para muitos jovens, o benefício tem sido decisivo. Estudantes relatam que o recurso permite não apenas a compra de materiais escolares, mas também contribui com despesas familiares, reduzindo a necessidade de abandonar os estudos para trabalhar.

 

Amazonas entre os destaques

 

 

 


No Amazonas, onde desafios como desigualdade social e dificuldades de acesso à educação são mais intensos, os resultados do programa ganham ainda mais relevância. A redução da evasão escolar indica não apenas maior permanência dos estudantes nas salas de aula, mas também a possibilidade de construção de trajetórias educacionais mais consistentes, especialmente entre jovens em situação de vulnerabilidade.

 

Posicionamento do Portal Mulher Amazônica

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

O Portal Mulher Amazônica avalia que os resultados do programa Pé-de-Meia demonstram, de forma concreta, que políticas públicas bem estruturadas e com foco social têm capacidade real de transformar vidas. No entanto, o portal alerta que os avanços não podem ser tratados como ponto de chegada, mas como início de um processo que precisa de continuidade, ampliação e fortalecimento.

 

Na Amazônia, onde meninas e jovens mulheres enfrentam múltiplas barreiras para permanecer na escola, o impacto de programas como esse vai além da educação: ele atua diretamente na prevenção da violência, na redução da desigualdade e na construção de autonomia. Garantir que essas jovens permaneçam estudando é também uma estratégia de proteção social. O Portal defende que o investimento em educação precisa ser permanente, com atenção especial às regiões mais vulneráveis, e que políticas como o Pé-de-Meia sejam ampliadas, monitoradas e integradas a outras ações sociais. Educar é proteger. Permanecer na escola é resistir. E investir na juventude amazônica é investir no futuro do país.

 
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Fontes:
Ministério da Educação
Governo Federal do Brasil

 

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