Equipe do sistema piloto de monitoramento por Inteligência Artificial (IA) no T1, na avenida Constantino Nery
Passageiros do transporte coletivo de Manaus já têm a sua disposição uma nova tecnologia aliada para combater a criminalidade e evitar transtornos nos terminais de ônibus da cidade. A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), em parceria com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), iniciou a operação de um sistema piloto de monitoramento por Inteligência Artificial (IA) no Terminal de Integração 1 (T1), na avenida Constantino Nery. A tecnologia está em funcionamento desde o início de março e visa o controle operacional assim como a segurança no sistema de transporte.
Operado com câmeras de alta resolução, o sistema é programado para identificar ocorrências fora da normalidade e detecta o não pagamento de tarifas, pessoas armadas, furtos, agressões, vandalismo, entre outras ilegalidades. A previsão é que as câmeras sejam estendidas a todos os Terminais de Integração e Estações de Transparências em todas as zonas da cidade.
O monitoramento é integrado ao Núcleo de Repressão a Roubos no Transporte Coletivo e Rotas (Nurrc), permitindo o reconhecimento facial de indivíduos procurados que circulam pelo local. O acompanhamento das imagens é feito pelo Centro de Controle Operacional (CCO) do Sinetram, sob as diretrizes do IMMU. Quando uma irregularidade é registrada, um alerta é gerado no CCO, que comunica diretamente aos fiscais no terminal.
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O sistema também ajuda no planejamento das frotas, ao calcular em número real o número de passageiros que passam pelo local por ponto e linha. “Essa tecnologia nos permite aliar controle de segurança e eficiência de gestão. Com a precisão dos dados captados, conseguimos adequar a oferta de ônibus à demanda exata e garantir uma pronta-resposta a qualquer ocorrência dentro do terminal”, afirma o vice-presidente de trânsito, Uarodi Guedes. O encarregado operacional do Sinetram, Kleuson Fernandes, explicou o funcionamento do sistema que até já resultou na prisão de um procurado pelos órgãos de segurança.

Fotos: Karol Silva/IMMU
“São 28 câmeras nesse projeto piloto no terminal 1, onde abrange todas as áreas das plataformas, tanto a baixa como a alta, e dá uma sensação de segurança. A partir do momento que acontece algum evento, já acionamos ali os fiscais e também a equipe da Guarda Municipal. Recentemente tivemos um caso de um rapaz com mandado de prisão em aberto que adentrou no terminal 1 e gerou aqui o alerta. Em seguida, a Romu fez a prisão do suspeito ainda dentro do ônibus”, explicou.
Além da captação de imagens, o projeto inclui sensores acústicos e olfativos em áreas como os banheiros. Os equipamentos são configurados para identificar pedidos de socorro, sons de disparos e quebra de materiais, além de odores relacionados ao uso de substâncias ilícitas, acionando as equipes de segurança e limpeza.
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