Encontro deve ter entre pautas a negociação pelo tarifaço; agenda vai ocorrer na Casa Branca, em Washington D.C., nos Estados Unidos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajará aos Estados Unidos para se reunir com o presidente do país norte-americano, Donald Trump, nesta semana. A expectativa é de que o encontro envolva pautas econômicas, como a continuidade da aplicação de tarifas a produtos brasileiros; a situação da guerra no Oriente Médio; e a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções brasileiras como terroristas.
A reunião está prevista para esta quinta-feira (7), na capital Washington D.C.A viagem de Lula ocorre em um dos períodos mais delicados da terceira gestão do petista. O governo enfrenta o pior momento junto ao Congresso Nacional, após ter sofrido duas derrotas: a rejeição histórica a um indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal), imposta ao advogado-geral da União, Jorge Messias, e a derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria.
Em nível internacional, o encontro vai ocorrer em meio a tentativas do Irã por um acordo pelo fim da guerra. Em mais de uma ocasião, o presidente brasileiro se posicionou publicamente contra o conflito. Também há expectativa de que a reunião envolva a pauta econômica, com destaque ao pedido do Brasil pelo fim do tarifaço.
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Em agosto de 2025, a gestão Trump anunciou a cobrança de 50% como tarifas sobre exportações brasileiras. O governo federal conseguiu negociar exceções, mas ainda há pontos em negociação, como os que envolvem setores da indústria e de pescados.

Fotos: Reprodução/Google
A reunião entre os dois líderes ainda sucede um histórico recente de questionamentos dos Estados Unidos à criação do Pix. O governo de Trump tem criticado o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro, por questões comerciais que envolvem empresas com sede nos EUA.
E, em outra frente, o Brasil deve abordar a possibilidade de os EUA classificarem as facções criminosas CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. A avaliação de especialistas, por exemplo, é de que uma eventual confirmação nesse sentido possa ferir a soberania nacional.
Fonte: com informações O Globo
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