André Stefano Dimitriu Alves de Brito, de 55 anos, confessou o crime e foi autuado em flagrante por explosão na Cinelândia, no Centro do Rio
Preso em flagrante por arremessar uma garrafa com artefato explosivo e fezes durante o comício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cinelândia, no Centro do Rio, na noite desta quinta-feira, André Stefano Dimitriu Alves de Brito, de 55 anos, utilizou adesivos do PT para se infiltrar na multidão. Levado para a 5ª DP (Mem de Sá) por policiais militares do 5º BPM (Praça da Harmonia), o homem vestia uma camisa preta de mangas compridas, onde estavam colados os decalques de campanha com as inscrições: “Lula, Freixo, André & Eu”.
De acordo com o registro de ocorrência, André foi identificado após acionar os PMs, que estavam na esquina da Rua Araújo Porto Alegre com a Avenida Rio Branco, por volta das 19h, dizendo ser perseguido por populares. Um dos cabos então perguntou sobre seus documentos e o homem disse não possuir pois teria perdido durante o ato político.
Quando André havida sido colocado dentro da viatura, sendo conduzido à delegacia, pessoas cercaram o carro afirmando que ele havia jogado uma garrafa que explodiu e querendo linchá-lo. Ao delegado Gustavo de Castro, titular da 5ª DP, os militares disseram que chegaram a temer pela “saúde física” dele.
Veja também

Bomba de fezes é atirada sobre público durante evento de Lula no Rio de Janeiro
Bolsonaro muda planos e lançará candidatura à reeleição em 24 de julho, no Rio
Na delegacia, André confessou o crime, mas não quis prestar depoimento. Informalmente, ele disse não ter “inclinação política ou ideológica” e que teria realizado o ato como uma forma de protesto a uma alegada polarização que prejudicaria o futuro do Brasil.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2022/K/n/AG8kB2TRSBgrAsXARZYw/whatsapp-image-2022-07-08-at-11.35.52.jpeg)
Testemunha do caso, a advogada Janira da Rocha Silva Alves de Lima Inácio relatou estar na Cinelândia quando presenciou André com uma garrafa com um líquido e um pavio. Ela disse que ele acendeu o pavio e jogou o objeto no meio do ato do partido do PT, mas negou ter visto onde a bomba explodiu, apenas ouvido o barulho.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2022/0/I/VFMREuRi29qTWK6dJwMQ/whatsapp-image-2022-07-08-at-11.35.52-1-.jpeg)
A advogada disse que o local onde o explosivo caiu estaca com uma divisória metálica e informou não saber se alguém se feriu. Amigo de Janira, o assistente administrativo Alex dos Santos Bernardo afirmou, em depoimento, ter ouvido ela gritar: “Olha ali”, quando teve sua atenção voltada para André. Alex contou que o homem conseguiu correr, sendo amparado pelos policiais militares para não ser linchado por populares.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2022/K/m/mNVVoJQoeBcFXpcPcTLQ/99791194-politica-rio-de-janeiro-rj-07-07-2022-na-foto-momento-da-explosao-de-artificio-que-jo.jpg)
Fotos: Reprodução
Também na delegacia, a bombeira civil Mariana da Silva Salvian, que trabalhava no ato para uma empresa, relatou estar em cima do palco quando escutou um barulho de explosão muito forte. A profissional diz ter ido verificar se havia alguém ferido e protegeu o local. Ela encontrou uma garrafa pet estourada, com um líquido não identificado e um odor bastante forte. O material foi enviado ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que também realizou uma perícia na Cinelândia.
Fonte: Portal O Globo
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.