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Geral - 17/11/2022

Produtora Brasil Paralelo pede desvinculação de site pró-golpe militar

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Foto: Reprodução

Empresa diz que o uso de conteúdo por plataforma que pede recursos para atos antidemocráticos foi indevido e sem autorização

A produtora de vídeos Brasil Paralelo —que realiza documentários de cunho revisionista e conservador— pediu a imediata retirada de links que direcionam para sua página e seus conteúdos de um domínio na internet que defende um golpe de Estado das Forças Armadas.

 

Conforme a Folha mostrou na ultima terça-feira (15), a Polícia Civil de Goiás identificou uma plataforma chamada "intervenção Goiânia" que organiza e pede recursos para atos antidemocráticos.

 

Entre os 18 canais que a ferramenta eletrônica disponibiliza aos internautas, há o direcionamento para o site da Brasil Paralelo e links para os seus conteúdos.

 

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Produtora Brasil Paralelo pede desvinculação de site pró-golpe militar

 

A plataforma pró-golpe também mostra o endereço do acampamento em Goiânia onde manifestantes bolsonaristas pedem intervenção militar, canais no aplicativo de mensagens Telegram e uma "vaquinha" para a arrecadação financeira do movimento, com número de Pix.

 

Os dados do site, também identificado com a mensagem S.O.S. Forças Armadas Acampamento Goiás, foram enviados pela polícia ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes no caso que trata desses protestos.

 

Em nota enviada à Folha, a produtora informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que solicitou aos donos da ferramenta que retirem a logomarca ou referências à empresa de qualquer outro meio de comunicação do grupo.

 

Na notificação, a Brasil Paralelo diz que acionará judicialmente os responsáveis pelo site caso não haja a desvinculação de seu material do portal que promove os atos antidemocráticos.

 

Brasil Paralelo pede desvinculação de site pró-golpe - 16/11/2022 - Poder -  Folha

 

A produtora encaminhou à Folha imagens com as mensagens enviadas pela produtora nos canais no Telegram do grupo em que pede a retirada de seus conteúdos.

 

No texto, a produtora diz que o uso do conteúdo da Brasil Paralelo na plataforma foi indevido "e feito sem qualquer tipo de autorização".

 

A produtora enviou ao grupo uma nota assinada e carimbada por seu departamento jurídico dizendo que não faz parte do movimento criado pelo perfil "Intervenção Militar 142".

 

Além disso, declarou que não apoia candidatos ou movimentos políticos.

 

Brasil Paralelo pede desvinculação de site pró-golpe - 16/11/2022 - Poder -  Folha

 

A Brasil Paralelo foi criada há seis anos por um trio de estudantes universitários de Porto Alegre e viu um crescimento meteórico em 2020 com seus documentários que promovem revisionismo histórico.

 

As primeiras produções tinham uma vinculação grande com o bolsonarismo, com a participação, por exemplo, do filósofo Olavo de Carvalho em depoimentos.

 

Em julho de 2020, a empresa lançou o documentário "7 Denúncias: As Consequências do Caso Covid-19", cujo conteúdo se opõe ao isolamento social, medida defendida pela comunidade científica como eficaz para o combate ao vírus.

 

Brasil Paralelo pede desvinculação de site pró-golpe - 16/11/2022 - Poder -  Folha

Fotos: Reprodução

 

Em outubro deste ano, os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram por 4 votos a 3 excluir do Twitter um vídeo da produtora com críticas ao agora presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

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Os ministros consideraram que a peça causava "desordem informacional" por atribuir ao então candidato a presidente casos de corrupção que ocorreram durante seu mandato, como o do mensalão.

 

O ministro Benedito Gonçalves, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, também decidiu que a exibição do documentário "Quem mandou matar Jair Bolsonaro?" da produtora, prevista para a semana anterior à eleição de 2022, fosse adiada.

 

Fonte: Com informações da Folha de S. Paulo

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