05 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Economia - 05/05/2026

Produtos básicos ajudam a conter inflação dos alimentos em abril

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Alimentos subiram 0,81% no mês passado em São Paulo, após taxa de 1,36% de março

A inflação dos alimentos perdeu o ritmo de alta que vinha registrando. Após elevação de 1,36% em março, os preços médios dos alimentos subiram 0,81% em abril, acumulando alta de 2,73% nos quatro primeiros meses do ano. Mesmo com esse ritmo menor de crescimento, a alimentação teve aumento superior ao da inflação média, que foi de 0,4% no mês passado.

 

Os dados são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que apura a evolução dos preços em São Paulo. As pesquisas da Fipe apontam que os alimentos vêm com redução da pressão semana após semana.

 

A entidade divulga uma taxa a cada semana, sempre trazendo a média dos preços acumulados em 30 dias, em relação ao período imediatamente anterior. Os alimentos começaram o mês com alta de 1,34% e terminaram com 0,8%.Os produtos básicos à alimentação estiveram entre os principais fatores de perda de ritmo da inflação. O arroz iniciou o mês com elevação de 3%, mas termina o período com aumento de 2%. Devido ao período de safra, houve uma oferta maior do cereal.

 

Veja também 

 

Frente parlamentar, desafios e futuro do transporte na Amazônia são temas de evento internacional em Manaus

Começa o prazo de pagamento do IPVA 2026 para veículos com placa final 5

 

A perda de ritmo do feijão é ainda maior. A leguminosa terminou o mês com uma subida de 4%, bem abaixo dos 15% do início de mês. Pelo sistema de apuração da Fipe _quando entra uma semana nova, a última sai da lista_ essa perda de ritmo mostra que vários dos produtos básicos já estão com queda na semana que entra no cálculo. A a instituição sempre trabalha com a média de preços de 30 dias.O café, a grande pressão da inflação no ano passado, fecha o mês com redução de 4.4%. A entrada da safra brasileira, que promete ser grande, cria nova expectativa no mercado. Com o recuo dos preços do mês passado, o café em pó já tem queda de 7% neste ano.

 

O café da manhã do paulistano ficou mais barato também pelas quedas do pãozinho e do açúcar. Este último, com a melhora na oferta mundial e consequente queda nos preços internacionais, já acumula retração de 13% no mercado interno, em 2026, segundo a Fipe. Um dos pontos de pressão no bolso do consumidor foi o leite longa vida. O produto foi o segundo maior item de pressão inflacionária no mês passado, perdendo apenas para a gasolina. A alta média foi de 15,2%, mas já apresenta evolução menor do que no meio do mês, quando o aumento médio em 30 dias acumulava 22%. O menor poder de compra das famílias, principalmente pelo endividamento, e o crescimento das importações impediram aumento maior do produto no varejo. A oferta de leite vindo do campo é menor neste período de entressafra.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Passada a Páscoa, preços dos produtos específicos deste período do ano, como pescado e chocolates, também perderam força. Já o óleo de soja, que acumula queda de 9% no quadrimestre, começa a reagir, com alta de 0,35% em abril.As carnes de frango e suína ficaram com preços mais acessíveis aos consumidores, com quedas de 1,8% e 1,7%, respectivamente. Embora a demanda externa continue aquecida, a oferta interna dessas proteínas cresceu.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 
 

A carne bovina mantém tendência de alta, com aumento de 0,6% no mês passado, abaixo do 1,8% de março. A arroba de boi, após a forte aceleração das últimas semanas, parou de subir neste mês, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Demanda externa aquecida e oferta menor de gado disponível para abate vinham segurando os preços no pasto. No setor de frutas, a laranja, com queda de 2,5%, continua impedindo evolução maior da média dos preços. Entre os legumes, o tomate, com alta de 13%, foi um dos maiores fatores de pressão inflacionária do mês passado, após o leite.

 

Fonte: com informações Folha de São Paulo

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.