Adriana Saliba Morasco lidera a The LYCRA Company com base no diálogo
Paulista de São Carlos, Adriana Saliba Morasco já havia liderado operações internacionais de empresas como Rhodia e Braskem quando chegou à The LYCRA Company, em setembro de 2019.
Engenheira têxtil de formação, a habilidade com números e fórmulas que apresentou já tinha chamado atenção no momento em que assumiu a vice-presidência para a América Latina da marca.
Mas o que fez toda a diferença quando a pandemia do novo coronavírus se instalou no planeta, poucos meses depois, foi sua habilidade na gestão de pessoas. Sua aposta no diálogo aberto tem garantido ao negócio uma performance muito acima da média. “Tivemos o melhor primeiro trimestre da história da companhia em 2021”, comemora.
Veja também

'ExpoMulher' reúne histórias de empreendedorismo
Participação feminina é destaque nos projetos da prefeitura de Manaus

Adriana Saliba Morasco
O cargo de maior responsabilidade de sua carreira, dentro do setor com o qual mais se identifica, veio às vésperas de um dos períodos mais desafiadores para o mercado mundial. “Tive tempo apenas para conhecer a equipe, o formato das operações e os principais clientes”, lembra a executiva.
Seis meses depois de sua chegada, o novo coronavírus trancou as pessoas em casa e, como tantos, ela teve que descobrir um novo jeito de se reunir com seus grupos de trabalho. De todas as dificuldades enfrentadas, manter uma equipe de 500 funcionários – muitos deles dentro da fábrica – motivada e segura vai muito além de questões de produtividade. É responsabilidade social.
Foi fundamental perceber que não dava para abrir mão da proximidade – um belo desafio em tempos de isolamento físico. É a partir desse olhar, com trocas constantes entre os grupos e estratégias pontuais do setor de Recursos Humanos, que têm surgido ações específicas para que os funcionários sintam a presença de seus gestores, mesmo a distância.
Uma pesquisa de clima, que não é novidade no universo corporativo, abordou pontos muito mais práticos do que conceituais. “Você está trabalhando igual, mais ou menos do que antes da pandemia?”, “Como está a proximidade com o seu líder atualmente?”, “Do que mais sente falta?”, “Se sente à vontade para recusar uma reunião quando precisa?” foram alguns questionamentos que ajudaram a definir as diretrizes responsáveis por equilibrar bem-estar e produtividade.

Fotos: Reprodução
Curtiu? Siga o Mulher Amazônica no Facebook, Twitter, Telegram e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp.
“Nesta época de pandemia, 70% é 100%. É claro que o resultado precisa vir, todo mundo é cobrado por isso. Mas, se eu pressionar ainda mais as pessoas, que já estão cheias de questões, além de não conseguir resultado, vou desequilibrar todo mundo”, pontua.
Fotos: Revista Marie Claire
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.