09 de Maio de 2026

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Elas nos inspiram - 08/05/2026

Psicóloga transforma maternidade atípica em missão de acolhimento

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Foto: Reprodução/Google

Após diagnóstico de autismo dos dois filhos, Soneide Santos mudou de carreira e passou a atuar no acolhimento e orientação de outras famílias

A vida da psicóloga Soneide Santos tomou um rumo completamente diferente daquele que havia planejado após o diagnóstico de autismo dos dois filhos. O que antes era uma trajetória profissional voltada à área técnica deu lugar a uma missão construída a partir da maternidade, marcada por desafios, aprendizado e uma profunda transformação pessoal.

 

A decisão de mudar de carreira nasceu da necessidade de compreender melhor as condições dos filhos e oferecer a eles as melhores oportunidades de desenvolvimento.Antes da maternidade, Soneide atuava como técnica em química. A chegada do primeiro filho, Daniel, hoje com 15 anos, trouxe sinais ainda na infância que mudariam sua rotina. "Desde bebê, ele já trouxe desafios, chorava muito, dormia pouco, e desde então a minha vida começou a mudar", relembrou. O diagnóstico veio em um período em que ainda havia pouca informação sobre o transtorno, especialmente no interior, o que tornou o processo ainda mais desafiador.

 

Com o nascimento do segundo filho, Lucas, hoje com 12 anos, a maternidade ganhou novos contornos. Diferente do irmão, ele era um bebê calmo, mas apresentava atrasos significativos no desenvolvimento. "Com oito meses, ele ainda não sentava. Começou a andar apenas com um ano e oito meses e não falava até os quatro anos de idade. E o mais curioso é que, quando iniciou a fala, já demonstrava leitura", contou. Lucas foi diagnosticado dentro do espectro nível 2, enquanto Daniel está no nível 1, o que exigiu ainda mais dedicação e atenção individualizada. Diante dessa realidade, Soneide decidiu mudar completamente o próprio percurso profissional. A escolha pela psicologia surgiu em um momento que mudou sua vida e abriu novos caminhos.

 

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"Eu escolhi a psicologia com um propósito muito claro: ajudar meus filhos. Mas, com o tempo, esse propósito cresceu. Eu entendi que não era só sobre a minha família, era sobre outras mães e outras crianças que também precisavam de acolhimento", afirmou.A nova trajetória foi construída com esforço, estudo e apoio familiar. Principalmente com o apoio da mãe, Maria Santos, que lhe dá suporte direto no cuidado com os filhos para que ela possa se dedicar à sua formação. Soneide se formou em psicologia, tornou-se analista do comportamento e seguiu se especializando na área. Atualmente, é mestranda em Educação Especial pela UFSCar, além de possuir pós-graduação em Análise do Comportamento Aplicada ao autismo e atrasos no desenvolvimento intelectual e de linguagem, neuropsicologia e terapia cognitivo-comportamental.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

"Enquanto mãe, eu entendo que meu papel é preparar meus filhos para a autonomia. Por isso eu estudo, me aprimoro e busco aprender cada vez mais", destacou.Hoje, ao atender outras famílias, ela leva para a prática clínica não apenas o conhecimento técnico, mas a vivência de quem enfrenta diariamente os desafios do autismo.

 
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"Quando uma mãe me diz que se sentiu acolhida ou inspirada, isso não tem preço. Existe uma conexão entre mães atípicas que vai além das palavras. A gente sabe que não existe uma receita pronta, mas sabemos que não estamos sozinhas", disse. Neste Dia das Mães, a história de Soneide Santos representa a força de mulheres que transformam a dor em propósito e o amor em caminho. Entre renúncias e conquistas, ela segue aprendendo com os filhos e construindo um legado que ultrapassa os limites da própria família. "Eu sigo por eles, por mim e por todas as famílias que precisam de orientação. Hoje eu entendo que amar também é preparar", concluiu. Mais sobre o trabalho e reflexões da psicóloga podem ser acompanhados no perfil @soneidesantos.psi nas redes sociais. 

 

Fonte: com informações Acrítica

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