17 de Maio de 2026

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Internacional - 21/02/2023

Putin critica Ocidente e anuncia retirada de tratado nuclear

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Foto: Reprodução

Em discurso sobre o Estado da Nação, presidente russo promete reação à transformação da guerra na Ucrânia em confrontação global e suspende participação do país em pacto com EUA para controle de armas nucleares

O presidente Vladimir Putin prometeu nesta terça-feira (21/04) seguir adiante com a guerra na Ucrânia e culpou o Ocidente pelo conflito, que completa um ano em 24 de fevereiro.

 

Em seu aguardado discurso sobre o estado da nação, Putin disse à elite política e militar do país que a Rússia fez tudo o que podia para evitar a guerra, mas que a Ucrânia, apoiada pelo Ocidente, planejava atacar a Crimeia, anexada ilegalmente por Moscou em 2014.

 

“O povo da Ucrânia se tornou refém do regime em Kiev e seus senhores ocidentais, que ocuparam o país no sentido político, militar e econômico”, disse Putin. “As elites ocidentais estão tentando esconder seus objetivos de infligir uma derrota estratégica à Rússia. Eles pretendem transformar o conflito local numa confrontação global. É assim que entendemos e vamos reagir de acordo”, prosseguiu.

 

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Mais uma vez, o líder russo repetiu a narrativa de que um regime neonazista está no poder na Ucrânia e afirmou que a “operação militar especial”, como Moscou chama a guerra, irá continuar.

 

“Passo a passo, com cautela e consistência, vamos solucionar as tarefas diante de nós”, declarou.

 

Putin afirmou que derrotar a Rússia é impossível. “Que uma coisa fique clara a todos: quanto maior for o alcance do armamento fornecido à Ucrânia, mais nos veremos obrigados a afastar a ameaça de nossas fronteiras.”

 

Putin culpa elites ocidentais

 

O que Putin quer com a Ucrânia? Veja a explicação do conflito


No discurso, Putin culpou novamente a Ucrânia pela guerra. “A responsabilidade pela eclosão do conflito ucraniano, pela escalada, pelo aumento do número de vítimas recai inteiramente sobre as elites ocidentais e, é claro, sobre o atual regime de Kiev”, enfatizou.

 

Moscou nunca cederá às tentativas do Ocidente de dividir a sociedade russa, disse, alegando que a maioria da população do país apoia a guerra.

 

Ao falar sobre a anexação ilegal de quatro regiões ucranianas no ano passado, o presidente foi aplaudido de pé no centro de exposições Gostiny Dvor, a poucos metros do Kremlin.

 

Ele pediu ao público, que incluía legisladores, soldados, chefes de espionagem e presidentes de companhias estatais, que ficasse em pé para homenagear aqueles que perderam suas vidas no conflito em curso.

 

A guerra na Ucrânia é a maior aposta de um líder do Kremlin desde ao menos a queda da União Soviética, em 1991. As forças russas sofreram três grandes reveses nos campos de batalha desde o início do conflito, mas ainda controlam cerca de um quinto do país vizinho. Dezenas de milhares foram mortos.

 

Putin afirma que a Rússia se encontra numa batalha existencial contra o Ocidente, que, segundo o presidente, pretende roubar os recursos naturais russos.

 

O Ocidente e a Ucrânia rejeitam tal narrativa, apontando que a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para o leste não justifica a aventura imperialista da Rússia.

 

Promessas a militares russos

 

Para especialistas, guerra entre Rússia e Ucrânia pode descambar para uso  de armas nucleares


Putin anunciou ainda uma modernização das Forças Armadas do país. “O nível de equipamentos de força de dissuasão nuclear da Rússia com os sistemas mais recentes é agora de 91,3%. Levando em conta nossa experiência acumulada, precisamos alcançar esse nível de qualidade em todas as partes das forças armadas.”

 

O presidente prometeu ainda a militares que lutam na Ucrânia duas semanas de férias a cada seis meses e argumentou que cada combatente deve ter a oportunidade de visitar familiares e amigos. Ele propôs ainda a criação de um fundo para fornecer ajuda aos veteranos da guerra e às famílias de soldados mortos.

 

No discurso, Putin minimizou o impacto das sanções aplicadas a Moscou pelo Ocidente em retaliação à invasão da Ucrânia. Porém, ao admitir que elas atingiram os russos, o presidente afirmou que a população ocidental sofreu mais com as consequências destas punições.

 

Ameaça nuclear

 

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Fotos: Reprodução


Putin suspendeu também a participação do país no último tratado de desarmamento nuclear ainda em vigor entre Moscou e Washigton, o New Start. Assinado em 2010, o acordo limita o número de armamento nuclear que a Rússia e os EUA podem possuir. Putin ameaçou ainda realizar testes nucleares, se os Estados Unidos fizessem primeiro.

 

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Segundo especialistas, a Rússia tem o maior estoque de ogivas nucleares do mundo, com cerca de 6 mil. Juntos Moscou e EUA possuem aproximadamente 90% das ogivas existentes – o suficiente para destruir o planeta várias vezes.

 

Este foi o 18º discurso sobre o estado da nação proferido por Putin. O último havia sido em abril de 2021. O presidente afirmou que o tradicional discurso não ocorreu no ano passado devido à “dinâmica de acontecimentos”.

 

Fonte: Com informações do Portal Isto É

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