Idosa de 67 anos, de Santa Catarina, foi alvo de mandado da operação Lesa Pátria. Ela já havia sido condenada por tráfico de drogas.
Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, de 67 anos, que ficou conhecida por aparecer em um vídeo invadindo o Palácio do Planalto, é uma das pessoas presas na operação Lesa Pátria, que cumpre mandados contra envolvidos por organizar e participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
"Fátima de Tubarão", em referência à cidade do sul de Santa Catarina onde mora, não foi presa na época da invasão aos prédios do Três Poderes e, até então, não constava na lista de investigados.
Em 2014, ela já havia sido condenada por tráfico de drogas. A bolsonarista responde a outros processos (veja abaixo). O g1 busca contato com a defesa dela.
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Natural de Braço do Norte, na mesma região, a catarinense se descreve como "livre e feliz" no Facebook. Ela costumava compartilhar versículos da Bíblia e fotos vestida com as cores da bandeira do Brasil na rede social, onde tem mais de mil amigos (foto abaixo).
A última atualização da página foi em 4 de janeiro, pouco antes dos eventos em Brasília.
Vídeo no Planalto

Imagens de Fátima no Planalto viralizaram após os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Questionada por outro bolsonarista que grava o vídeo, ela fala:
"Vamos para a guerra, é guerra agora. Vamos pegar o Xandão agora", fazendo referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes (assista abaixo).
Além da referência ao ministro, Fátima declara em outro vídeo que "estava quebrando tudo".
Processos e condenação

Fátima responde a mais de um processo, tendo inclusive uma condenação por tráfico de drogas em 2014. A pena foi de 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, que foi substituída por medidas restritivas de direitos. O processo está em segredo de Justiça.
A denúncia revela que a mulher foi vigiada por policiais por cerca de meia hora em 14 de janeiro de 2014. Por volta das 3h30, saiu de casa e começou a varrer a calçada, sem perceber a presença dos agentes.
Depois, começou a atender usuários de drogas, incluindo um adolescente. A ação foi flagrada pela polícia.

Fotos: Reprodução
Em outro caso, denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), detalha que Fátima responde por falsificação de documento e estelionato.
O processo narra que ela falsificou o documento de uma mulher em 2012 e realizou contratos de linhas telefônicas com a identidade falsa. O crime, conforme o texto, só veio à tona quando a vítima passou a ser cobrada pelos planos telefônicos.
Operação Lesa Pátria
Em todo o país são 11 mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal.
Ainda de acordo com a PF, os fatos investigados "constituem, em tese, os crimes de": abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.
Fonte: Com informações do Portal G1
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