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Internacional - 09/09/2022

Rainha Elizabeth II e um longo reinado à sombra da homofobia

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Foto: Reprodução

A ideologia homofóbica da realeza perseguiu milhares de cidadãos do Reino Unido, entres os condenados por sua orientação sexual, o matemático Alan Turing é o caso mais emblemático.

A Rainha Elizabeth II faleceu nesta quinta-feira (8) aos 96 anos e, diante de sua morte, foram relembrados inúmeros momentos históricos dos quais ela atuou como a monarca do Reino Unido, que congrega quatro países: Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda do Norte. No entanto, há uma esfera de seu longo reinado pouco explorado: a perseguição às LGBT nas nações que compõem o Reino Unido.

 

Vigorou até boa parte da segunda metade do século XX leis que criminalizavam a homossexualidade nos países do Reino Unido: na Inglaterra e no País de Gales, a criminalização da homossexualidade caiu em 1967; na Escócia, em 1980; e na Irlanda do Norte, em 1982.

 

Um dos casos mais emblemáticos é o do matemático Alan Turing que, mesmo sendo um dos responsáveis pela derrota dos nazistas, foi perseguido e condenado por leis homofóbicas do Reino, que eram implacáveis com os cidadãos LGBT.

 

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Alan Turing foi o responsável por decifrar a criptografia das mensagens do exército Nazista, com isso, uma série de estratégias e ataques que seriam realizados pelas forças de Hitler foram descobertos antes de serem postos em ação. Para muitos historiadores, o matemático foi peça chave na vitória dos países aliados contra o nazismo.

 

Porém, em 1952 a polícia inglesa descobriu que Alan Turing mantinha relacionamento com outro homem. Condenado, Turing foi obrigado a passar pela castração química, que o levou à depressão e, posteriormente, a se suicidar em 1954. A história do matemático foi retratada no filme "O jogo da imitação" (2014).

 

Durante boa parte de seu reinado, a Rainha Elizabeth II nada falou sobre o fato de milhares de homossexuais terem sido perseguidos, presos e condenados pelas leis do Reino Unido. Será apenas no final de seu reinado que a monarca irá à público falar sobre a questão das LGBT.

 

 

A primeira vez que Elizabeth II se pronuncia sobre os homossexuais que foram perseguidos e presos no Reino Unido foi em 2013, quando ela pede desculpas publicamente ao matemático Alan Turing e lhe concede o perdão oficial.

 

Posteriormente ao perdão Alan Turing, se inicia um movimento no Reino Unido, que recebeu o nome de “Alan Turing Law”, que reivindica o perdão real a todos aqueles que foram presos e condenados por causa de sua orientação sexual. O movimento surtiu efeito e, em 2016, foi concedido perdão às milhares de pessoas condenadas e perseguidas pela homofobia dos poderes oficiais do Reino Unido.

  

Reparação?

 

 

Fotos: Reprodução

 

Se boa parte do reinado de Elizabeth II foi marcado por uma grande sombra homofóbica, a monarca tentou reverter essa imagem nos últimos anos à frente do Reino Unido.

 

Em maio de 2021, a monarca anunciou a proibição das chamadas "terapias de conversão" ou "cura gay", ações que visam "alterar" a identidade de gênero e orientação sexual de pessoas LGBT.

 

Outro momento considerado histórico no que diz respeito às questões LGBT, foi quando a Rainha Elizabeth, durante o discurso de abertura do Parlamento, a monarca se comprometeu a "combater" os crimes de ódio contra as LGBT.

 
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"Nosso governo certamente fará mais progressos para combater as disparidades salariais e a discriminação de gênero. As pessoas geralmente são discriminadas com base em sua raça, fé, sexo, deficiência ou orientação sexual".

 

Além disso, no mesmo ano em que concedeu perdão ao matemático Alan Turing, em 2013, a Rainha Elizabeth II deu o seu consentimento e o casamento civil homossexual foi legalizado na Grã-Bretanha.

 

Fonte: Revista Fórum 

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