17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Economia - 18/04/2024

Reviravolta no brasileirão econômico: Campos Neto libera Copom de compromisso de reduzir Selic em 0,5 ponto

Compartilhar:
Foto: Rafael Ribeiro/BCB

Em uma reviravolta surpreendente, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, praticamente liberou o Copom do compromisso de reduzir a Selic em 0,50 ponto percentual na próxima reunião em Maio.

 

Durante um evento de destaque promovido pela XP durante a reunião de primavera do FMI em Washington, Campos Neto fez uma declaração que agitou os mercados financeiros. "Há mais incerteza agora do que no último encontro", afirmou, lançando uma sombra de dúvida sobre as expectativas dos investidores.

 

A piora do cenário externo era esperada, mas a mudança de postura do BC brasileiro diante dos desafios globais adicionou uma nova dimensão à equação econômica. A expectativa para o início do corte de juros pelo FED já sofria ajustes há meses, mas agora a incerteza atinge novos patamares.

 

Veja também

 

Plano Safra 2024/2025: Pedido recorde de R$ 36 bilhões para impulsionar o agronegócio!

Procon Manaus divulga nova pesquisa semanal de preços de combustível, 16/4

 

Foto: REUTERS/Adriano Machado

 

A disparada do dólar no mercado internacional e a estagnação acima dos R$ 5 no Brasil são sinais claros do impacto das recentes decisões e declarações.

 

Além dos desafios externos, a nova meta fiscal no Brasil e as dúvidas sobre a credibilidade do governo têm sido um ponto de preocupação. A mudança da meta fiscal caiu no colo de Campos Neto, acrescentando uma nova camada de complexidade ao cenário econômico.

 

Com uma delicadeza calculada, o chefe do BC alertou sobre os riscos de perder a âncora fiscal e a consequência direta disso no trabalho do Copom. A possibilidade de ter que decidir sobre um aumento da Selic, embora não seja provável, agora não é mais uma hipótese descartada.

 

Foto: Pedro França/Agência Senado

 

As repercussões da fala de Campos Neto já são evidentes nos mercados, com altas nos juros de curto prazo e revisões para cima na taxa final de juros em 2024. Expectativas de que a taxa chegue a 8% estão sendo substituídas por previsões que apontam para os 9%, com um viés de alta.

 

O presidente do Banco Central tem enfatizado que não há uma relação mecânica entre a taxa de juros dos Estados Unidos e a brasileira, mas a volatilidade nos mercados mostra que o impacto das decisões globais é inegável.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Com tantas variáveis em jogo, até o próximo encontro do Comitê em três semanas, tudo pode acontecer - inclusive nada. A única certeza é que o cenário econômico está mais imprevisível e desafiador do que nunca.

 

Fonte: com informações da CNN Brasil

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.