Fábrica de gás Yamal, operada pela Novatek, um dos maiores produtores independentes de gás natural da Rússia
Os preços do gás dispararam após a Rússia ameaçar cortar o fornecimento para a Europa como parte de sua resposta às sanções impostas pela invasão da Ucrânia, um movimento que poderia aumentar a turbulência nos mercados de energia e tornar os preços ao consumidor ainda mais altos. Os contratos futuros de gás subiram mais de 30% nesta terça-feira, antes de reduzir os ganhos.
A ameaça de Moscou acontece no momento em que a União Europeia busca alternativas para se tornar menos dependente do gás russo.
Em um discurso televisionado na noite de segunda-feira, o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, que também é responsável pelos assuntos de energia, afirmou que Rússia tem o direito de tomar ações que “espelhem” as sanções impostas à economia do seu país e alertou que poderia interromper os fluxos para a Alemanha ao longo do gasoduto Nord Stream1.
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Novak acrescentou que nenhuma decisão de desligar o Nord Stream 1 havia sido tomada até o momento e que o gasoduto está operando “em sua capacidade total”.
Dependência de fontes de energia russas
A UE está tentando se antecipar a qualquer movimento por parte de Moscou, e pode anunciar nesta terça-feira um plano para reduzir a dependência do bloco do gás da Rússia. A UE importa 40% do seu gás da Rússia.
Mas a dependência da Rússia como fonte de energia para a Europa vai além do gás. Os países da União Europeia importam 27% do petróleo e 47% do carvão que usam de produtores russos.
A Europa já estava lidando com uma crise de abastecimento de energia devido aos baixos estoques de gás, e a guerra Rússia-Ucrânia fez com que os preços das commodities subissem a níveis recordes.
Fonte: Portal O Globo
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