As diligências continuam para prender mais um envolvido no crime
As Forças de Segurança apresentaram em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (05/06), as prisões dos envolvidos na morte do empresário Evilázio Alves da Silva, que tinha 60 anos, ocorrida na terça-feira (2/06) no bairro São José Operário, zona leste, em um mercadinho que era de sua propriedade. A prisão faz parte da Operação Segurança Presente. Andeson da Silva Alves, de 39 anos, e Luiz Fernando Branches do Nascimento, de 21 anos, foram presos na quinta-feira (04/06), e nesta sexta-feira, João Victor Gomes da Silva, conhecido como “Vitinho”, foi preso horas após a sua imagem ser divulgada como procurado.
O secretário de Segurança Pública (SSP-AM), coronel Anézio Paiva ressaltou que elucidação do crime é resultado de uma ação integrada entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e as Polícias Civil e Militar do Amazonas com o apoio do Cerco Inteligente de Videomonitoramento. Conforme explicou, o Paredão foi acionado logo após o crime e permitiu identificar, em cerca de uma hora, os meios utilizados pelos criminosos e os principais suspeitos. “Desde o primeiro momento em que ocorreu o crime, o sistema Paredão foi ativado. Em apenas uma hora, já tínhamos informações sobre os meios empregados e a identificação dos suspeitos. A partir disso, as equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar foram mobilizadas e, em menos de 48 horas, já alcançamos resultados concretos”, afirmou.
Anézio Paiva acrescentou que as forças de segurança seguem trabalhando para localizar os demais envolvidos no crime. “É determinação do governador Roberto Cidade que nenhum crime cometido em Manaus ou no interior do Amazonas fique impune. Os responsáveis serão presos e responderão perante a Justiça”, declarou. O delegado-geral da PC-AM, Bruno Fraga, ressaltou que a investigação permitiu esclarecer a dinâmica do latrocínio e identificar quatro envolvidos na ação criminosa. Conforme o delegado-geral, a atuação integrada entre a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e a Polícia Militar foi fundamental para o avanço das diligências.
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“Não se trata apenas da elucidação de um crime, mas da responsabilidade que temos com a população amazonense. As investigações permitiram identificar quatro envolvidos. A Polícia Civil representou pelas prisões cautelares e, até o momento, dois suspeitos já foram presos, enquanto outros dois permanecem foragidos”, disse. O comandante-geral da PMAM, coronel Klinger Paiva, enfatizou o papel da Rocam na localização e prisão dos suspeitos. Segundo ele, as equipes foram mobilizadas assim que receberam informações sobre o crime e atuaram em conjunto com a Polícia Civil para localizar os envolvidos.
“Assim que tomamos conhecimento do caso, acionamos a Rocam para atuar nas diligências. O trabalho integrado permitiu identificar rapidamente os suspeitos e chegar ao principal investigado. As equipes receberam informações sobre o paradeiro dele e realizaram a prisão de forma imediata”, afirmou. O coronel destacou ainda a importância da colaboração da população por meio de denúncias. “A Polícia Militar, a Polícia Civil e todo o sistema de segurança permanecem nas ruas trabalhando para garantir segurança à população. As denúncias da sociedade são fundamentais para fortalecer esse trabalho”, concluiu.
Dinâmica do crime

Os suspeitos de participação no crime foram identificados como Andeson da Silva Alves; Luiz Fernando Branches do Nascimento; João Victor Gomes da Silva, conhecido como “Vitinho”; e Rawlison Oliveira Pampolha, conhecido como “Velho” ou “Bad Boy”. Segundo o delegado Ricardo Cunha, na ocasião do crime, a vítima estava em seu estabelecimento comercial quando foi surpreendido por criminosos que entraram de forma covarde, fizeram as pessoas presentes reféns e passaram a agredi-lo física e verbalmente.
“Durante a ação, os suspeitos exigiam uma quantia de R$ 120 mil, informação que posteriormente descobrimos ter sido repassada ao grupo criminoso e que motivou a prática do delito”, declarou. Conforme o delegado, durante o roubo, a vítima reagiu à ação criminosa e acabou sendo atingida por disparo de arma de fogo, morrendo ainda no local. Após o crime, os autores fugiram utilizando motocicletas que já os aguardavam nas proximidades do estabelecimento.

O delegado informou que, assim que a ocorrência foi comunicada, equipes da DEHS iniciaram as diligências e passaram a atuar de forma integrada com a Polícia Militar e os setores de inteligência. “Logo após recebermos a informação do crime, nossas equipes se deslocaram ao local e verificaram que toda a ação havia sido registrada por câmeras de segurança. Paralelamente, mantivemos contato permanente com a Rocam e com os setores de inteligência. Esse trabalho conjunto permitiu identificar rapidamente os primeiros envolvidos”, disse.
Segundo ele, um dos suspeitos identificados, Luiz Fernando, apontado como autor do disparo que matou a vítima, foi preso no dia seguinte ao crime durante uma ação da Rocam. “As características físicas do suspeito coincidiam com as imagens captadas pelas câmeras e com todas as evidências reunidas pela Delegacia de Homicídios. Diante das provas apresentadas, ele confessou a participação no crime, revelou a motivação da ação criminosa e confirmou o envolvimento do grupo. Embora tenha alegado que não pretendia matar a vítima, afirmou que estava cumprindo uma missão determinada pela organização criminosa”, relatou.

Fotos: Antonio Lima/Secom e Erlon Rodrigues e Divulgação/PC-AM
O delegado acrescentou que outro suspeito, Andeson, foi responsável por dar apoio à fuga dos criminosos utilizando uma motocicleta. Nesta sexta-feira (05/06), a Rocam prendeu o “Vitinho”, que teria participado diretamente da ação dentro do estabelecimento comercial. “Agora Rawlison é o único que continua sendo procurado. Ele é considerado extremamente perigoso, com três mandados de prisão em aberto e histórico de participação em diversos roubos registrados em Manaus. Apesar de já ter sido preso anteriormente pelas forças de segurança, voltou a delinquir e continua sendo procurado”, afirmou.
Ao final, Ricardo Cunha reforçou a importância da colaboração da população para a localização dos foragidos e para o combate à criminalidade. “Pedimos o apoio da sociedade por meio dos canais de denúncia da Segurança Pública e da Polícia Civil. As informações podem ser repassadas com garantia absoluta de sigilo. A participação da população é fundamental para retirarmos criminosos perigosos do convívio social e fortalecer ainda mais o trabalho das forças de segurança”, concluiu.
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