03 de Junho de 2026

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Mulher na Política - 03/06/2026

Senado aprova norma que dificulta aborto legal em crianças em votação relâmpago

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Foto: ReproduçãoGoogle

Projeto relatado por Damares Alves revoga resolução do Conanda voltada ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Sessão foi remota, simbólica e sem debates

Em uma sessão remota relâmpago que durou menos de dois minutos, o Senado aprovou um projeto de decreto legislativo (PDL) que derruba uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) relacionada ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e ao acesso ao aborto previsto em lei.

 

A proposta, apresentada pela deputada Chris Tonietto (PL-RJ) e relatada no Senado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), susta os efeitos da resolução do Conanda que estabelecia diretrizes para o atendimento de meninas menores de 14 anos grávidas em decorrência de estupro, além de casos em que a gestação representasse risco à vida da vítima ou houvesse diagnóstico de anencefalia fetal.

 

Ao defender o projeto, Damares argumentou que o Conanda extrapolou suas atribuições ao tratar de temas que, segundo ela, dependem de deliberação do Congresso Nacional. “O Conanda foi criado para formular diretrizes e acompanhar políticas públicas voltadas à infância e à adolescência, mas não para criar direitos, restringir prerrogativas previstas em lei ou redefinir regimes jurídicos estabelecidos pelo Congresso Nacional”, afirmou a senadora em seu parecer.

 

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Aprovada em dezembro de 2024, a Resolução do Conanda regula e organiza procedimentos já previstos na legislação brasileira. Além de assegurar o direito ao aborto legal, a norma prevê o treinamento de profissionais para identificar situações de violência sexual e garantir atendimento rápido e sigiloso. A resolução também deve assegurar que a vontade da criança seja priorizada, em detrimento das divergências familiares. A tramitação no Senado ocorreu de forma acelerada. O projeto foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa no início da tarde e, poucos minutos depois, levado ao plenário.

 

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Fotos: Reprodução/Google

 

Sem discussão entre os parlamentares, a proposta foi aprovada em votação simbólica em uma sessão esvaziada, sem registro nominal dos votos. Vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Conanda é o principal órgão colegiado responsável por formular, coordenar e fiscalizar políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes, reunindo representantes do governo e da sociedade civil. Por se tratar de um decreto legislativo, a medida entra em vigor imediatamente após a promulgação pelo Congresso, sem necessidade de sanção presidencial. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em 2025. O Correio entrou em contato com o Conanda para manifestação sobre a aprovação no Senado e ainda não obteve resposta.

 

Fonte: com informações do Correio Braziliense 

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