18 de Maio de 2026

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Internacional - 03/01/2022

Sob ameaças, políticos franceses discutem passaporte vacinal

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Foto: Reprodução

A França tem tradicionalmente mais céticos em relação à vacina do que seus vizinhos na União Europeia

Dezenas de parlamentares franceses reportaram o recebimento de ameaças de morte de manifestantes antivacinas, enquanto o Parlamento começa a debater o projeto de lei que pode exigir que as pessoas demonstrem prova de vacinação para que possam ir a restaurantes, cinemas ou utilizar o serviço de trens.

 

A nova legislação, que acabaria com a opção de mostrar um teste negativo ao invés de tomar a vacina, tem o apoio da maioria dos partidos e sua aprovação é quase certa na Câmara em uma votação que deve acontecer na noite de segunda-feira ou na manhã de terça.

 

A França tem tradicionalmente mais céticos em relação à vacina do que seus vizinhos na União Europeia, mas tem uma das taxas mais altas de vacinação contra a covid-19 no bloco, com quase 90% da população com 12 anos ou mais agora totalmente vacinada.

 

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A proposta de endurecer as regras causou, no entanto, a fúria dos que são contra a vacinação, com alguns parlamentares afirmando ter sofrido agressões, vandalismo de propriedade e ameaças violentas. Na semana passada, a garagem de um parlamentar governista foi incendiada, e sofreu pichações de supostos manifestantes antivacinas em uma parede adjacente.

 

"Nossa democracia está em perigo", disse a parlamentar de centro-direita Agnes Firmin Le Bodo, que postou no domingo em sua conta no Twitter um e-mail que recebeu com ameaças explícitas de morte por conta de seu apoio ao passaporte vacinal.

 

Firmin Le Bodo, que também é farmacêutica e vacina pessoas contra a covid-19, disse que não irá voltar atrás em seu apoio à vacinação ou ao passaporte vacinal. Mas disse ao canal BFM TV na segunda-feira que as ameaças a fizeram questionar se irá concorrer a um segundo mandato parlamentar nas eleições de junho. "São palavras extremamente violentas", disse.

 

O ministro do Interior, Gerald Darmanin, disse na semana passada que a polícia irá fortalecer a segurança aos parlamentares após outros membros do Congresso, incluindo Barbara Bessot Ballot, do partido do governo La République en Marche, também expressarem em público ameaças de morte sofridas.

 

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Fotos: Reprodução / Google 

 

Bessot Ballot disse que um total de 52 parlamentares haviam recebido mensagens ameaçando matá-los por "atacarem nossa liberdade", acrescentando no Twitter: "Essas ameaças de morte são inaceitáveis. Nossa batalha é contra a covid, e não contra as liberdades", pontuou.

 

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A França há meses pede que pessoas mostrem ou façam uma prova de vacinação ou um teste negativo para a covid-19 para que possam frequentar uma série de locais públicos.  

 

Fonte: Portal Terra 

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