17 de Maio de 2026

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Geral - 31/07/2022

Sob militares, distritos sanitários indígenas perderam eficiência

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Foto: Reprodução

Indicações políticas têm representado ameaça à saúde de povos originários no Brasil

No fim de junho, na terra indígena Yanomami, em Roraima, duas crianças de 3 anos foram diagnosticadas com verminose. Sem remédios para tratamento, as duas morreram dias depois.

 

Um mês antes, uma mulher da etnia mayoruna, picada por cobra na aldeia Nova Esperança, na terra indígena Vale do Javari, no Amazonas, morreu antes de receber o soro antiofídico, que estava em falta. As mortes nas duas aldeias são o retrato do drama de cerca de 800 mil indígenas no país, que estão com atendimento médico precário. Os indígenas denunciam que metade dos 34 distritos sanitários especiais (DSEIs) do país, ligados à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, está aparelhada e perdeu eficiência.

 

Levantamento do GLOBO mostra que 17 distritos, que sofrem com déficit de pessoal e falta de medicamentos, estão nas mãos de militares e de políticos ligados ao Centrão, muitos sem formação na área médica.

 

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As nomeações sem exigir capacitação técnica acontecem em áreas de garimpo ilegal, queimadas, desmatamento e de conflitos entre fazendeiros e indígenas. A outra metade dos DSEIs está sob administração de servidores de carreira e comissionados da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério da Saúde. O atual presidente da Sesai é o coronel do Exército Reginaldo Ramos Machado, que não quis comentar as críticas ao serviço de saúde.

 

No fim do ano passado, o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami , Júnior Hekurari, publicou um vídeo acusando Mecias de apoiar garimpeiros e a mineração ilegal em terra indígena, onde, de acordo com ele, duas crianças morreram ao serem engolidas por uma draga do garimpo. Questionado, o senador não quis falar.

 

No mesmo estado, o DSEI Leste de Roraima é comandado pelo advogado Márcio Sidney Cavalcante, que foi diretor do Detran no Maranhão e presidiu a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), cargo historicamente preenchido por indicações políticas. Os indígenas denunciam que ele foi nomeado pelo senador Chico Rodrigues, do União Brasil.

 

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"O senador Chico Rodrigues tem influência no distrito Leste, dos Macuxi. O coordenador é indicado dele. E o senador Mecias influencia o DSEI Yanomami", acusa Hekurari.


Fonte: Portal iG


 

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