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Mulher em pauta - 24/09/2022

Startups do Brasil: apenas 5% são lideradas por mulheres

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Foto: Reprodução

Segundo dados do relatório Distrito 95% das cem maiores startups do País são lideradas por homens

Não é de hoje que os dados chamam a atenção para a desigualdade nas lideranças dentro das empresas. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2021, 54,5% das mulheres com 15 anos ou mais integravam a força de trabalho no país em 2019, mas as mulheres ainda são minorias quando se fala em cargos de liderança.


Pesquisa recente feita pela Distrito, plataforma de soluções de inovação para startups, mapeou e analisou a liderança das 100 maiores startups do Brasil e identificou que os cargos de CEOs são predominantemente ocupados por executivos homens, com idade média de 39,5 anos, formação na área financeira ou tecnológica e com sede no estado de São Paulo.


Considerando que as mulheres somam pouco mais de 52% da população brasileira, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, é impossível não se indignar com essa desigualdade.

 

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“Apesar de termos conquistado pequenos avanços rumo à equidade de gênero dentro das organizações, o caminho ainda é sinuoso. É preciso que as empresas invistam urgentemente em políticas de diversidade e equidade, e valorizem o potencial das mulheres, pois podemos causar impactos reais nos negócios com muita inovação, engajamento e representatividade”, desabafa a founder e CEO da Women Leadership, Isa Quartarolli.


O relatório da pesquisa Distrito assusta ainda mais quando cita, precisamente, o nome das CEOs que fazem parte dos 5% das startups lideradas por mulheres. De acordo com a curta lista Anna Saicali (Ame Digital), Mariana Ramos Dias (Gupy), Mônica Hauck (Sólides), Talita Lacerda (Petlove) e Priscila Siqueira (Gympass) são as líderes que pertencem ao “restrito” time de mulheres a frente de importantes startups do Brasil.

 


Segundo pesquisa recente, realizada pela Women Leadership em julho de 2022, a falta de políticas de diversidade e equidade é o que mais incomoda as mulheres. Para 38% das mulheres, falta respaldo das empresas em ações que promovam políticas de diversidade e equidade. Para 20,7% das participantes, é preciso investimento em educação corporativa, seguido de 20,5% que acreditam que faltam discussões construtivas em torno da temática.

 

Frente à Women Leadership, startup cujo objetivo é incentivar a liderança feminina na nova economia, Isa Quartarolli ressalta a importância de ações efetivas para estimular o ingresso de mulheres em cargos de liderança.

 
Startups de mulheres geram mais receita, apesar de receberem menos investimentos

 

 

“Precisamos ouvir essas mulheres que diariamente lutam por mais participação no mercado. Assim como é importante compartilhar conhecimento, é indispensável ouvir as dores dessas mulheres que seguem lutando por mais equidade dentro das empresas. Os números mostram a todo o momento que ainda existe muito trabalho a ser feito. As empresas precisam destinar esforços para, no mínimo, equiparar essa diferença que ainda é gritante, por mais que tímidos avanços venham acontecendo.” pontua.

 

Conforme podemos observar, os dados da pesquisa Distrito não são um caso isolado. Por essa razão é importante promover debates para reforçar ainda mais a necessidade da equidade, diversidade e, principalmente, respeito, pois as mulheres podem sim ser grandes líderes dentro das organizações.

 

Women Leadership

 

Fotos: Reprodução

 

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Fundada em 2019, a startup de educação promove eventos, bootcamps, cursos, conteúdos e networking para incentivar a liderança feminina na nova economia. O propósito é fomentar o protagonismo feminino através da liderança. A WL conta com mais de 15 mil mulheres impactadas com os eventos “Elas lideram na tecnologia”, “Elas lideram com protagonismo”, “Elas lideram - Semana da liderança feminina” e bootcamps presenciais e online. A startup conta com grandes parceiros apoiadores como Sebrae/PR, Cubo Itaú, Loft, Movile, EBANX, entre outros.

 

Fonte: Revista Veja / CNN Brasil

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