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Geral - 22/10/2023

Suposta espionagem praticada por servidores da Abin 'ofende a independência judicial', diz Associação Brasileira dos Magistrados

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Foto: Reprodução/Internet

AMB diz que vê episódio 'com preocupação'

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou uma nota à imprensa em que diz ver "com preocupação o uso de sistema de geolocalização de dispositivos móveis por servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sem a devida autorização judicial". O texto foi publicado neste domingo 22. Os alvos monitorados ilegalmente pela ferramenta de espionagem seriam ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), jornalistas, policiais e advogados.

 

"A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vê com preocupação o uso de sistema de geolocalização de dispositivos móveis por servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sem a devida autorização judicial.

 

Se confirmado, o monitoramento ilegal de magistrados, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como de outros cidadãos, viola o Estado Democrático de Direito e ofende a independência judicial.

 

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A AMB espera que as autoridades competentes apurem o ocorrido — sob investigação da Operação Última Milha, desencadeada nessa sexta-feira 20/10 — e que os responsáveis sejam efetivamente punidos, em conformidade com a legislação em vigor."

 

A operação

 

A Abin do B - Crusoé

 

Na manhã de sexta-feira 20, a Polícia Federal realizou a Operação Última Milha, que investiga o uso indevido do sistema de geolocalização de dispositivos móveis, como celulares e tablets, por servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); 25 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas foram cumpridos.

 

Os servidores presos foram Rodrigo Colli e Eduardo Arthur Yzycky. A investigação da PF revelou que ambos sabiam das ilegalidades e teriam coagido colegas para evitar possíveis demissões. A demissão deles foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) ainda na sexta-feira.

 

Segundo a Casa Civil da Presidência da República, eles foram demitidos por participar de gerência ou administração de sociedade privada, por exercer o comércio e por improbidade administrativa. O R7 tenta contato com a defesa deles.

 

De acordo com a Polícia Federal, o sistema de geolocalização permitia o monitoramento de até 10 mil celulares a cada 12 meses, bastando digitar o número da pessoa para ter acesso às informações. A aplicação também criava históricos de deslocamento e alertas em tempo real da movimentação dos aparelhos cadastrados.

 

Os alvos monitorados pela ferramenta seriam principalmente críticos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A polícia também afastou cinco pessoas da Abin e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, em Santa Catarina, no Paraná e em Goiás. Os agentes encontraram mais de US$ 171 mil em espécie na casa de um dos suspeitos, em Brasília.

 

O sistema

 

Após denúncias de espionagem, governo pretende reformular Abin

Fotos: Reprodução/Internet

 

Os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

 

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Em março deste ano, a Abin afirmou que a tecnologia não está mais em uso desde 8 de maio de 2021. "Atualmente, a agência está em processo de aperfeiçoamento e revisão de seus normativos internos, em consonância com o interesse público e o compromisso com o Estado democrático de Direito", informou na época a instituição, em nota.

 

Fonte: com informações do Portal R7

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