16 de Maio de 2026

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Meio Ambiente - 25/03/2026

Tambaqui e dourada entram em colapso, segundo a ONU

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Foto: Reprodução/Google

Dessa forma, acende um alerta direto para a segurança alimentar, a economia e a cultura da Amazônia.

Base da alimentação de milhões de amazônidas, o tambaqui e a dourada estão entre os peixes migratórios que entram em colapso acelerado no mundo. Segundo relatório da ONU, a população desses animais caiu 81% desde 1970. Dessa forma, acende um alerta direto para a segurança alimentar, a economia e a cultura da Amazônia.

 

Os dados fazem parte do relatório State of the World’s Migratory Species – Interim Report (2026), produzido no âmbito da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS). A crise foi destacada também em reportagem de ontem do jornal Folha de S.Paulo. O impresso aponta a bacia amazônica como uma das áreas mais críticas do planeta.

 

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Espécies essenciais sob pressão

 

 


Na Amazônia, os peixes migratórios representam mais de 90% do pescado consumido. Entre eles, dois símbolos da mesa regional estão em situação preocupante.Tambaqui O tambaqui é uma espécie-chave da dieta amazônica. Ela é já considerada vulnerável à sobrepesca. Atualmente, a espécie é criada em cativeiro e tornou-se forte atividade econômica no Amazonas, Rondônia e Roraima.

 

Dourada (bagre migrador)

 


Essa espécie é percorre até 11 mil km, sendo altamente dependente de rios livres. No Amazonas, é pouco consumida. Pescadores costumam vender superpescas para estados vizinhos como Acre, Pará, Rondônia e Amapá. Mas o pescado também é vendido para países da região como Peru e Colômbia.Além do tambaqui e da dourada, o relatório aponta que 21 espécies migratórias transfronteiriças da bacia amazônica estão em declínio. Segundo a ONU, elas estão sob pressão de barragens, pesca excessiva e degradação ambiental.

 

Rios fragmentados, peixes ameaçados

 

 
O principal problema, segundo o relatório, é a perda de conectividade dos rios. Peixes migratórios dependem de longos deslocamentos para completar seu ciclo de vida — como subir rios para reprodução e retornar às áreas de alimentação. Barragens e alterações no fluxo interrompem esse processo.

 

O relatório da ONU aponta que

 

 

 

a) – a construção de hidrelétricas

b) – mudanças no regime de cheias

c) – destruição de áreas de várzea

estão entre os fatores mais críticos para o declínio global .

 
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O boto: entre a ciência e o encantamento

 

Fotos: Reprodução/Google 


Se o tambaqui sustenta o corpo, o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) sustenta o imaginário amazônico.Figura central de lendas e narrativas ribeirinhas — muitas vezes descrito como um ser encantado que se transforma em gente — o boto também enfrenta uma realidade dura: está ameaçado pela degradação dos rios e pela perda de conectividade. 

 

Fonte: com informações BCN

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