Diretora da entidade afirma que, deste total, 5 milhões já estão em estado de vulnerabilidade
O terremoto que matou mais de 5.000 pessoas no sudeste da Turquia e norte da Síria pode afetar 23 milhões de pessoas em ambas as regiões, advertiu a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça-feira (7), ao conselho executivo da ONU.
Segundo a diretora da entidade, Adelheid Marschang, do total de pessoas expostas, cerca de cinco milhões já estão em estado de vulnerabilidade. É o caso de refugiados da Guerra da Síria, por exemplo, e da população local que vive em áreas urbanas e rurais danificadas por mais de uma década de conflito. Ela ainda alertou que as principais necessidades não atendidas podem estar na Síria.
O secretário-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chamou a atenção para a urgência da situação. "Agora é uma corrida contra o tempo. A cada minuto que passa, a cada hora que passa, diminuem as chances de encontrar sobreviventes".
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Desde o início dos resgates, realizados em meio ao frio intenso, o número de mortos ultrapassou a marca de 5.000 —3.419 na Turquia, de acordo com o vice-presidente, Fuat Oktay, e 1.602 na Síria, de acordo com os balanços das autoridades de Damasco e das equipes de resgate nas zonas rebeldes.
Também há milhares de feridos em ambos os lados. As condições meteorológicas na região de Anatólia dificultam os trabalhos de resgate e prejudicam as perspectivas dos sobreviventes, que se aquecem em tendas ou em fogueiras improvisadas.

Fotos: Reprodução
O abalo foi registrado na madrugada de segunda-feira (6), ainda noite de domingo (5) no Brasil, e sentido também no Líbano, Chipre e Norte do Iraque. A ajuda internacional deve começar a chegar nesta própria terça, tanto nas zonas afetadas pelo terremoto e seus tremores secundários.
Fonte: Com informações da Folha de S. Paulo
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