As mulheres e o combate à fome no mundo
Gosto quando uma informação me surpreende. Me faz pensar sobre algo que estava fora do meu radar. Foi o que aconteceu quando li o último texto publicado no Blog da Garoa, do meu colega Pablo Pereira.
O post relata que o diretor-geral da FAO, braço da ONU para Alimentação e Agricultura, QU Dongyu, reiterou na semana passada que as mulheres fazem diferença no combate à fome no mundo.
"Se queremos construir sistemas agroalimentares que beneficiem todas as pessoas, sem deixar ninguém para trás, devemos superar a desigualdade de gênero", disse o diretor. "As mulheres são atores-chave nos sistemas agroalimentares e contribuem de forma significativa no desenvolvimento agrícola e rural."
Veja também

Bailarina brasileira conquista prata em competição internacional de balé na Rússia

Sim, a desigualdade de gênero está presente também no campo. Seja nas pequenas propriedades familiares, onde as mulheres exercem múltiplas funções, mas muitas vezes não têm voz e mesmo são vítimas de violência. Ou quando se fala nos conglomerados do agronegócio, espaço em que elas ainda são minoria na liderança.
Segundo levantamento do IBGE, a liderança feminina corresponde a 19% entre todos os setores. Já na agropecuária, as mulheres são responsáveis pela produção de 30 milhões de hectares, algo em torno de 8,5% de toda área ocupada por sítios e fazendas. O número é baixo, mas há um lado meio cheio do copo: houve crescimento na última década.

"O Brasil é um país que precisa ser trabalhado na questão do machismo, culturalmente muito enraizado. É um longo trabalho, que deve ser feito para a mulher consolidar seu protagonismo em qualquer setor ou segmento", afirma Andrea Cordeiro, idealizadora do movimento Mulheres do Agronegócio Brasil, nesta reportagem. "A mulher do agro tem espaços para conquistar em todas as áreas e segmentos, dentro e fora da porteira."
A desigualdade entre gêneros é uma realidade em grande parte dos setores, na cidade ou no campo. E infelizmente, nós, da cidade, raramente nos lembramos que a luta delas também é nossa. "Em todos os lugares, as mulheres rurais enfrentam restrições baseadas em gênero que limitam seu potencial", disse o diretor da FAO. Essa fala por um acaso não lembra o que vivemos em nosso próprio cotidiano?
Maternidade é obstáculo para mulheres rumo à liderança de grandes empresas
.jpg)
Para chegar à posição de vice-presidente da multinacional brasileira de tecnologia CI&T, a executiva Solange Sobral não só teve de atravessar barreiras extras por ser mulher e negra, mas também por ser mãe e atuar em uma área predominantemente masculina, a de tecnologia. A maternidade e o setor de atuação são dois dos grandes obstáculos que as mulheres enfrentam hoje e, em muitos casos, acabam estancando a trajetória das executivas, de acordo com especialistas. "Quando você vai para alguns desses setores, como de tecnologia ou financeiro, e, dentro dessas áreas escolhe o 'core business' (atividade principal da empresa), o número de mulheres vai rareando cada vez mais. E vai ficando cada vez mais difícil você ascender nesse ambiente", diz Solange.
'
Não sou mais a Menina do Napalm', diz Kim Phuc Phan Thi, símbolo da Guerra do Vietnã
![]()
"Eu cresci na pequena vila de Trang Bang, no Vietnã do Sul. Minha mãe dizia que eu ria muito quando jovem. Tínhamos uma vida simples com fartura de comida. Tudo isso mudou em 8 de junho de 1972. Tenho apenas flashes de memórias daquele dia horrível. Eu estava brincando com meus primos no pátio do templo. No momento seguinte, um avião passou zunindo perto e veio um barulho ensurdecedor. Então explosões e fumaça e uma dor excruciante. Eu tinha 9 anos. Meu horror - do qual mal me lembro - tornou-se universal. Estou orgulhosa de que, com o tempo, me tornei um símbolo de paz. Levei muito tempo para abraçar isso como pessoa."
Ketamina: cresce uso de anestésico para cavalos em baladas e golpes
Usada oficialmente no País como tranquilizante anestésico para animais de grande porte, como cavalos, a cetamina (ou ketamina) tem crescido como droga popular para uso recreativo e aplicação de golpes do tipo "boa noite, Cinderela", em que criminosos drogam a vítima para praticar roubos e outros delitos. O Estado de São Paulo teve alta de 78,94% nos exames toxicológicos que detectaram a substância entre 2019 e 2021, segundo dados da Polícia Técnico-Científica obtidos pelo Estadão via Lei de Acesso à Informação. Em abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) elevou o grau de risco do produto.
Você está limpando tudo errado
.jpg)
Uma das minhas primeiras lembranças é o cheiro pungente de álcool. Todas as noites, minha mãe borrifava a pia da cozinha e os balcões com álcool isopropílico para desinfetá-los. E não é de se admirar: ela cuidou de mim por meses quando eu peguei uma infecção desagradável por salmonela quando criança. As bactérias eram seu inimigo. "Eu me tornei uma louca por isso", ela admitiu recentemente. "Eu realmente me tornei uma germofóbica." Não é nenhuma surpresa, então, que eu cresci para ser uma germofóbica também. E eu odeio te dizer, mas você provavelmente está desinfetando tudo errado.
Obras restauradas começam a voltar ao Museu do Ipiranga
.jpg)
Fotos: Reprodução
Bem-acondicionada em uma caixa, a tela Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro, 1500, uma das obras mais conhecidas de Oscar Pereira da Silva (1867-1939) foi devolvida ao seu porto seguro. No caso, o Museu do Ipiranga, que está fechado ao público desde 2013 e deve reabrir na semana do bicentenário da Independência, em setembro deste ano. É um clima de casa nova e uma sensação de alívio, com a importante instituição cultural começando a respirar os ares do esperado retorno. Na reabertura, serão instaladas 11 exposições de longa duração e uma temporária, com 3.567 mil peças do acervo — que conta com mais de 450 mil itens.
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.