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Ciência e Tecnologia - 15/10/2023

Vespa 'alienígena' sugadora de sangue, que come o hospedeiro de dentro para fora, é descoberta na Amazônia

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Foto: Reprodução/Google

Uma equipe científica descobriu uma nova espécie aterrorizante de vespa parasita que suga o sangue do seu hospedeiro e o come de dentro para fora.O inseto com "aspecto alienígena" e "cabeça gigantesca" foi encontrado na Reserva Nacional Allpahuayo-Mishana, na Amazônia peruana. Recebeu o nome científico de Capitojoppa amazonica.

 

A vespa atinge cerca de 1,7cm de comprimento, de acordo com a descoberta. Ela possui um órgão tubular que usa para inserir um ovo no corpo do hospedeiro. Lagartas, besouros e aranhas estão entre as suas vítimas.

 

"Uma vez localizado e montado o hospedeiro, a fêmea vai acariciá-lo freneticamente com suas antenas. Se for aceita, a fêmea depositará um único ovo dentro do hospedeiro perfurando-o com seu ovipositor", explicou Brandon Claridge, aluno de doutorado em Biologia da Universidade Estadual de Utah (EUA), principal autor do estudo sobre a C. amazonica, em entrevista à "Live Science", publicada na quinta-feira, 12/10.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

Quando o ovo eclode, as larvas da vespa comem o hospedeiro de dentro para fora. Eles então continuam a se desenvolver dentro do cadáver do hospedeiro antes de emergirem totalmente crescidos. Além disso, outras vespas enxameiam para sugar a hemolinfa - um fluido semelhante ao sangue no interior - do hospedeiro depois que a futura mãe o perfura com seu tubo.

 

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"As fêmeas até 'esfaqueiam' o hospedeiro com o ovipositor e se alimentam sem botar ovos, pois isso ajuda a obter nutrientes para a maturação dos ovos", disse Claridge. A vespa foi descoberta como parte de um projeto de longo prazo que cataloga espécies na região. A equipe usou armadilhas especiais em forma de tenda para capturar insetos voadores na floresta tropical. C. amazonica é apenas uma das 109 novas espécies descobertas.

 

"Allpahuayo-Mishana é uma parte da Amazônia que possui uma abundância de espécies sem precedentes, devido à complexa história geológica da região", afirmou o coautor do estudo Ilari Sääksjärvi, da Universidade de Turku (Finlândia).

 

Fonte: com informações Extra 

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