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Mulher na Política - 21/02/2024

Zambelli nomeia ex-apoiador de Dilma em seu gabinete

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Foto: Reprodução

Dennis Heiderich, nomeado por Carla Zambelli, fez campanha pela reeleição de Dilma, mas diz que 'mudou de ideia' após denúncias contra o PT

A deputada bolsonarista Carla Zambelli contratou Dennis Henrique Possani Heiderich, ex-apoiador de Dilma, para o cargo de secretário parlamentar em seu gabinete em Brasília. Em 2014, Heiderich reuniu 68 mil seguidores em uma página no Facebook que defendia a candidatura à reeleição de Dilma Rousseff e atacava o então candidato à Presidência Aécio Neves, do PSDB.

 

“Eu não voto Aécio Neves. #ForaAécioNeves #ForaPSDB”, dizia a página de Heiderich, então com 23 anos. Em 31 de dezembro de 2014, véspera da posse de Dilma para seu segundo mandato, o então estudante de Administração publicou uma foto em que aparecia pintando faixas de apoio à presidente reeleita.

 

“Dilma Rousseff vai subir sambando na cara da oposição amanhã na rampa do Palácio do Planalto”, dizia.

 

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Dennis Henrique Possani Heiderich

 

Em maio de 2015, porém, em um vídeo, Heiderich anunciou sua mudança de posicionamento. “Eu era uma pessoa completamente doutrinada. Aí depois começaram a surgir as provas das pedaladas, do Petrolão. E quando surgem as provas contra algo você não pode continuar naquilo”, dizia o ex-esquerdista, no vídeo.

 

Segundo Heiderich, um posicionamento do PT contra a redução da maioridade penal teria sido a “gota d’água” para a mudança.Em agosto de 2015, para surpresa de muitos seguidores da página criada por Heiderich para defender a reeleição de Dilma em 2014, a publicação foi transformada em um chamamento para uma manifestação contrária à então presidente, que na época era alvo de pedidos de impeachment da oposição.

 

A página passou a ser intitulada “16 de agosto eu vou pra rua. #ForaPT”. A mudança causou alvoroço entre militantes de esquerda que seguiam o evento original. Em poucos minutos, a página perdeu 18 mil seguidores e centenas de mensagens foram publicadas questionando a manifestação.

 

Grupo atrai pessoas para evento anti-Dilma com pegadinha em rede social

Ex-presidente Dilma Rousseff

 

O estudante foi chamado de “malandro”, golpista” e acusado de usar o evento para “inflar” a adesão à manifestação contra Dilma.O caso chamou a atenção da imprensa. Em entrevistas, Heiderich admitiu ter “virado a casaca” após as denúncias contra Dilma. “O próprio Facebook te dá o direito de mudar de opinião, de se arrepender do que você colocou no evento e mudá-lo uma única vez. E eu me arrependi”, disse.

 

“O objetivo desse evento era formar a militância virtual para apoiar o governo petista. Quando acabou a eleição, não mexi mais no evento. Quando comecei a postar novamente, já foram coisas na linha do ‘Fora PT'”, explicou.

 

A página de Heiderich acabou sendo excluída do Facebook. Atualmente, seu perfil no Instagram é fechado. Nele, o militante se descreve como “pai de cachorro, escritor e advogado”.Entre setembro de 2019 e março de 2023, Heiderich atuou na Assembleia Legislativa de São Paulo, no gabinete da ex-deputada Janaína Paschoal, do Novo. Ele exerceu as funções de auxiliar parlamentar, assistente parlamentar VII e secretário especial parlamentar.

 

No gabinete de Carla Zambelli na Câmara dos Deputados, Heiderich vai receber salário mensal de R$ 4,3 mil. Em comunicado enviado à coluna, a deputada disse ter conhecido Heiderich ainda em 2015, em una manifestação contra Dilma Rousseff.

 

Zambelli nomeia ex-apoiador de Dilma em seu gabinete | Metrópoles

Fotos: Reprodução Google

 

De acordo com Zambelli, o assessor tornou-se mais ligado à direita ao longo do tempo. Leia abaixo a íntegra da nota da deputada:“Conheci Dennis em 2015 durante uma manifestação anti-corrupção, onde ele revelou seu desencanto com o PT. Acredito em sua mudança que ocorreu após os escândalos de corrupção revelados pela Lava Jato, os quais o levaram a perceber a manipulação ideológica dentro do partido.

 

Presenciei de sua atuação contra o PT, fundando o Movimento Juntos pelo Brasil e enfrentando perseguição por suas convicções.

 

Sua jornada política e pessoal é destacada pela sua coragem em se posicionar contra uma ideologia na qual antes acreditava, enfrentando ameaças e perseguição por sua mudança de postura.É importante ressaltar que ele representa uma diversidade de identidades, sendo homossexual, soropositivo e originário da periferia, contrariando estereótipos frequentemente associados à direita política.

 

Sua adesão ao conservadorismo e liberalismo se intensificou ao longo do tempo, chegando ao ponto de defender Jair Bolsonaro antes mesmo de sua eleição, e trabalhar com Janaina Paschoal e o partido NOVO.

 

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Torço para que, assim como ele, outros também possam abrir os olhos e perceberem o quanto a esquerda é uma grande armadilha e entrave para o desenvolvimento do Brasil.” 

 

Fonte: com informações Portal Metrópoles

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