18 de Maio de 2026

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Internacional - 15/03/2022

Zelensky cede à principal demanda russa: 'Não faremos parte da Otan, somos pessoas razoáveis'

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Foto: Reprodução

Zelensky faz sua mais forte admissão de que desistirá de um dos principais objetivos de Moscou em sua ofensiva

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia não se tornará um pais-membo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Esta foi a admissão mais explícita do presidente ucraniano de que cederá à principal exigência de Moscou:

 

— Entendemos que a Ucrânia não se tornará membro da Otan. Entendemos isso, somos pessoas razoáveis. É uma verdade e precisa ser reconhecida — disse Zelensky em imagens transmitidas pela televisão. — Kiev precisa de novos formatos para interagir com o Ocidente e garantias de segurança separadas.

 

A Ucrânia já demonstrara estar disposta a aceitar alguma forma de neutralidade, o que significaria não fazer parte de alianças militares. Isto contraria um objetivo explícito da Constituição ucraniana, que estabelece a adesão à Otan como meta. Um país neutro pode ou não ser militarizado.

 

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Além da não integração à Otan, a Rússia exige a desmilitarização da Ucrânia, ponto em que Kiev nunca demonstrou estar disposta a ceder. Pede também o reconhecimento da independência das repúblicas separatistas de Luhansk e Donetsk, no Leste da Ucrânia, além da admissão que a Península da Crimeia, que foi cedida à Ucrânia no período soviético e anexada por Moscou em 2014, é parte do território russo.

 

— Estou contente que nosso povo comece a compreender isso e possa contar só com suas próprias forças.

 

Perspectiva da guerra 


Mais cedo, declarações de autoridades russas e ucranianas permitiram ver de relance como os dois lados antecipam a continuação do conflito, e até onde acreditam que ele irá se prolongar. Ambas as declarações jogam água fria na chance de um desfecho próximo, apesar de sinais de otimismo expressos por autoridades dos dois países no fim de semana e de haver uma nova rodada de conversas nesta terça-feira.

 

O Kremlin disse que é muito cedo para fazer previsões sobre os possíveis resultados das negociações entre a Rússia e a Ucrânia.

 

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— O trabalho é árduo, e, na situação atual, o próprio fato de eles continuarem [as conversa] é provavelmente positivo — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres nesta terça-feira. — Não queremos dar previsões. Aguardamos resultados.

 

Fonte: Portal O Globo

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