18 de Maio de 2026

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Geral - 03/07/2022

Programas oferecem ressocialização para jovens infratores em Manaus

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Foto: Reprodução

Um dos projetos é o "Teens ao Máximo" que trabalha a evolução do menor no sistema socioeducativo pela meritocracia de cada jovem.

Dentro do Centro Socioeducativo Dagmar Feitoza, no bairro Alvorada, há projetos que estimulam os adolescentes que cometeram delitos a recomeçar a vida. Um deles é o "Teens ao Máximo" que trabalha a evolução do menor no sistema socioeducativo pela meritocracia de cada jovem.

 

Para um dos jovens que cumpre medidas socioeducativas por ato análogo ao roubo, de 17 anos, o mais difícil é ficar longe da família. Ele é mecânico e agora barbeiro certificado pelo Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Ele é um dos 16 internos do Centro Socioeducativo Dagmar Feitoza.

 

"Tem que pensar duas vezes, três vezes ou melhor. Cada vez mais antes de fazer uma besteira, pensar no que tu vai fazer, porque se não tu vai parar aqui no mesmo lugar onde eu estou", disse o jovem.

 

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O estudante Henrique Ferreira foi detido pela primeira vez quando tinha 12 anos de idade e só conseguiu se ressocializar quando percebeu que a vontade tinha que partir dele mesmo.

 

"No primeiro dia, logo na hora que cheguei, eu parei para pensar um pouco na minha vida. O que eu tava fazendo e o que eu queria ser depois dali da minha saída", disse o estudante.

 

Foi assim que o Henrique tomou a decisão de começar a escrever a própria história. Do esboço de um livro ao contrato assinado com uma editora foi o novo caminho trilhado por esse jovem que agora tem motivos para sonhar.

 

Henrique Ferreira, do esboço de um livro ao contrato assinado com uma editora

Foto: Reprodução

 

Os jovens estudam e se ocupam em atividades laborais, como o estudo regular ou o técnico profissionalizante.

 

Após cumprir a medidas determinadas pelo juizado da infância e da juventude, os internos que ganham a liberdade participam de palestras e são encaminhados para um trabalho formal.

 

Um dos jovens que passou pelo Centro, agora está empregado de carteira assinada, depois que aprendeu uma profissão agora ele é protagonista da própria história.

 

"Já tinha até pedido de Deus. Eu quero mudar, eu quero trabalhar. Aí aconteceu que ele abençoou mesmo e eu consegui", disse.
O acompanhamento psicossocial as famílias e fundamental para o retorno dos jovens que passam pelo sistema a sociedade.

 

Após passarem pelo sistema socioeducativo, os antigos infratores continuam conectados agora em busca de novas oportunidades que chegam com a liberdade.

 

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"Nós temos um programa que é o programa de egressos. Chamamos de #Conectados, onde conectamos adolescentes mesmo fora do sistema. Nós conectamos eles a outro sistema e encaminhamos eles ao mercado de trabalho. De janeiro até junho, conseguimos encaminhar 28 adolescentes egressos no sistema, para o mercado de trabalho", disse o chefe do departamento de atendimento socioeducativo, Jean Mendonça. 

 

Fonte: Portal G1

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